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“Verdade Inquietante/Slow Burn” de Wayne Beach


Começo por destacar o principal elemento do filme, o seu argumento. Ao longo de 1h30 o realizador e argumentista Wayne Beach, consegue manter o suspense e a intriga em níveis muitos altos, não faltando os inevitáveis twists, mas sempre com elevada coerência e credibilidade. Alguns poderão antever alguma previsibilidade na história mas, qualquer ideia prévia acaba por ser desmontada e transformada em algo diferente.

Um óbvio ponto de comparação poderá ser o recentemente estreado Ruptura/Fracture. É indiscutível que este Verdade Inquietante/Slow Burn não conta com Anthony Hopkins mas em todos os outros aspectos acaba por ser ligeiramente superior. A intriga é bem mais complexa, bem mais urbana, bem mais próxima da realidade. O conjunto de actores, Ray Liotta, LL Cool J, Mikhi Phifer e Jolene Blalock, formam um grupo uniforme e competente que partilha o protagonismo ao longo do filme, facilitando a construção de diferentes enredos que se vão aproximando.

De forma sucinta a história desenrola-se em torno de Ford Cole, um Procurador-Geral do Ministério Público (Liotta), e candidato a Mayor, que em vésperas das eleições vê a sua principal assessora (Jolene Blalock) envolta num crime, ao que tudo indica praticado em legítima defesa. Porém, o misterioso Luther Pinks (LL) irá apresentar a Cole uma versão diferente dos factos. À medida que a investigação se vai desenrolando aquilo que parecia ser um caso fortuito vai revelar-se, apenas, a ponta de uma extensa trama.

Inexplicavelmente este filme demorou cerca de 2 anos a estrear nos EUA. Felizmente esse facto não impossibilitou a sua estreia entre nós (tal como já aconteceu diversas vezes). Parece que finalmente o cinema (não comercial) começa a ser bem tratado em Portugal.


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Comments

  1. Vera diz:

    Um triller que nos agarra do princípio ao fim…muito bom argumento e twists que chegam e sobram…nunca me passou pela cabeça que o(a) culpado(a) fosse aquele(a).
    Apesar de ter estreado em cinema não é um filme que conta com um protagonista de 1ªlinha, digamos assim, e por isso poderá não ter tantos espectadores como deveria.

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