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“Nós Controlamos a Noite (We Own the Night)” de James Gray


Há 8 anos, James Gray surpreendeu com The Yards, filme que curiosamente contava no seu elenco com Joaquin Phoenix e Mark Wahlberg, estando a representação feminina a cargo de Charlize Theron. e o posto de veterano entregue a James Caan. Um filme intenso e cativante sobre um ex-presidiário que se vê envolvido num mundo de crime e corrupção, mesmo contra a sua vontade.

Apesar de ter passado directamente para vídeo tive a oportunidade de constatar que se tratava de uma obra bastante interessante, tendo inclusive, tal como este We Own the Night, sido nomeado para a Palma de Ouro do Festival de Cannes.

O problema é que, ao contrário do público e dos críticos franceses, nos EUA poucos reconhecem valor a este realizador e argumentista de Nova York, o que tem dificultado bastante a sua “entrada” em outros mercados – tal como o português (ver Box Office na sua semana de estreia).

Talvez seja um cinema demasiado adulto ou demasiado real para um público que procura apenas diversão e descontracção. Para os outros, é uma obra interessante que justifica plenamente o preço do bilhete. E acima de tudo em contra-corrente com os filmes de heróis e aventuras que vão inundar as nossas salas de cinema nos próximos meses.

Bobby (Phoenix) é o gerente da mais badalada discoteca de NYC nos inícios da década de 80. A sua vida desregrada e a sua namorada (Eva Mendes) não são bem aceites pela sua família. O seu pai (Robert Duvall) é o chefe da polícia enquanto que Joe (Wahlberg), o seu irmão mais velho é o responsável pela recente criada brigada anti-narcóticos. Dividido entre a lealdade ao seu patrão russo e à sua família que o renega, Bobby irá-se encontrar precisamente no meio de uma encruzilhada entre a máfia russa e a polícia de NYC, numa altura em que todas as evidências apontam para que a sua discoteca seja o local de entrada das drogas vindas do leste europeu.

Viciante do início ao fim, o único senão será por ventura a personagem de Eva Mendes que revela uma densidade bastante inferior às restantes, funcionando sobretudo como rastilho para o desenrolar da história (e já agora para as cenas mais provocantes).

Não tenham medo de arriscar um pouco! Este rol de actores per si já garante normalmente a qualidade de um filme e James Gray é mesmo um realizador acima da média e que merece toda a atenção possível.

Não hesitem! Vale mesmo a pena.

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