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“O Menino da Porteira” de Jeremias Moreira Filho


Por onde começar??

Após umas merecidíssimas férias em que “aproveitei” para mudar de clube e passar a jogar em definitivo pelos casados, cá estou de volta aos comentários!
Claro que férias está longe de significar ausência de filmes e se as idas ao cinema foram (por via das circunstâncias!) reduzidas ao mínimo admissível, isso, nem de perto nem de longe, significa que não temos muitos filmes para apresentar! É que 9h30 de voo para cada lado dão espaço para MUITOS filmes, ok!?!

De forma cronológica tivemos 17 Again, O Menino da Porteira, The Accidental Husband, Os Normais 2, Ghosts of Girlfriends Past, My Life in Ruins e, finalmente (já em solo nacional), The Ugly Truth!

Facilmente se percebe que as comédias românticas imperam mas só para contrariar a tendência começaremos, precisamente, pelo drama sócio-cultural-regional!

O filme, outrora destaque neste blog na categoria Directamente do Brasil, é encabeçado pelo cantor (virado actor) sertanejo Daniel e pelo veterano (e habitué em novelas) José de Abreu.
Mas desenganem-se aqueles que julgam tratar-se de um mero veículo de transposição de um cantor para o mundo do cinema (algo muito em voga, por exemplo nos EUA).
O filme, remake (até no Brasil virou moda!) de uma obra homónima de 1977, é um dos 10 potenciais elegíveis para representar o Brasil na próxima cerimónia dos Oscars de Hollywood! Aguardando-se na próxima semana pela decisão de qual o escolhido…

O principal destaque do filme vai para a sua fuga ao principal estereótipo do cinema brasileiro, as favelas, a pobreza e a violência, centrando-se sim, no interior brasileiro onde, em plena década de 50, a criação de gado e os grandes fazendeiros ditavam as leis.

Diogo (Daniel) é um cowboy independente que conduz o gado nas pastagens. A sua vida nómada altera-se quando é confrontado com a arrogância do Major Batista (José de Abreu) que o “aconselha” a não se misturar com os pequenos fazendeiros da região.
Nos entretantos Diogo acaba por criar uma terna relação de amizade com um perspicaz menino ao mesmo tempo que descobre a bela Juliana.
Senhor do seu nariz e livre por convicção, o boiadeiro acaba por fazer frente ao poderoso fazendeiro, tornando-se um símbolo da luta dos mais pequenos perante os mais ricos e convictos. Mas nem só de rosas vive aquela terra seca, inóspita e ardente…

Curiosamente, apesar do reconhecimento do público e crítica, o filme é considerado por muitos como uma imitação menor do clássico do cinema brasileiro da década de 70. Quanto a mim restam as sumptuosas paisagens, a descoberta de um cinema (brasileiro) diferente e o aprofundar do meu conhecimento perante um país fascinante!

Talvez me faltem mais costelas brasileiras mas parece-me puxadito considerá-lo um dos melhores filmes (brasileiros) do ano!

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