“É a Vida! (Life As We Know It)” de Greg Berlanti
Katherine Heigl prossegue o seu pecúlio para tornar-se na “Namoradinha da América”, desta vez auxiliada por um sóbrio(?) Josh Duhamel (When in Rome).
Mais habituados a encontrar Josh em papéis de bonacheirão e mulherengo, a principal surpresa do filme acaba por ser a sua própria transformação para uma personagem mais séria e consciente, demonstrando que haverá, de facto, talento para além daquele aspecto meio desleixado e desinteressado.
Quanto a Heigl, depois do musculado Killers, nota-se o seu diferente à vontade em registos bem mais intimistas e introspectivos.
E é esse o grande segredo deste Life As… . Apresentado como uma extrovertida comédia romântica com contornos paternais, o filme vai muito para além disso, derivando para assuntos bem mais sérios do que o esperado.
A única coisa que Holly (Heigl) e Messer (Josh) têm em comum é mesmo a amizade por Peter e Alison. No entanto, quando estes dois morrem num inesperado acidente, uma enorme surpresa aguarda.
No seu testamento o falecido casal indica ambos para se tornarem tutores da sua filha. Sem o mínimo de preparação (nem de vocação!) para serem pais e para viverem uma vida a… três, os 2 terão que superar os mais básicos obstáculos para tentarem manter a sua sanidade!
Após um longo período de saturação do género e de algumas (más) experiências – como o já referido Killers – as comédias românticas têm apostado agora num maior dramatismo dos seus conteúdos, tornando, quiçá, mais reais e autênticos (vejamos os casos recentes de Going the Distance, The Switch ou Management).
E a verdade é que mesmo correndo o risco de não agradar aos ávidos consumidores de cinema que são os adolescentes norte-americanos, a aposta tem surtido os seus efeitos (positivos)… mais não seja pela qualidade intrínseca do cinema apresentado!
No fundo, no fundo, dá muito que pensar… e só por isso, é já um sucesso!