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“127 Horas (127 Hours)” de Danny Boyle


10 anos passaram desde que James Franco irrompeu pela 7ª arte graças ao seu premiado desempenho como James Dean num telefilme do mesmo nome.
De lá para cá o seu percurso nunca foi o esperado, adiando-se ad eternum a “explosão” de um dos mais talentosos actores da sua geração!

Foi desta!

Carregando o filme “às costas” de início a fim, Franco é omnipresente em cada frame do filme, recriando com enorme intensidade e contenção uma personalidade real, numa história inacreditavelmente verídica!

Não fosse baseado em factos reais, o argumento do filme seria considerado demasiado inverosímil para ser levado a sério. Neste sentido, é necessário louvar, igualmente, o trabalho de Danny Boyle que depois do inspirador Slumdog Millionnaire, volta a construir uma obra electrizante e marcante… ainda que por motivos (e de forma) totalmente diferentes!

Aron Ralston (Franco), engenheiro de formação e aventureiro de paixão, parte para um fim-de-semana “radical” nas montanhas rochosas do Utah. As paisagens idílicas e a vastidão do deserto, pareciam ser o local ideal para alguns momentos descontracção e contemplação.
Aparentemente a única coisa que não estava previsto era aquela pedra… ou estaria?

Durante 1h30, assistimos ao trauma psicológico e físico de um homem que nada pode fazer contra a força da natureza… e do acaso! Mas, ainda que fisicamente nos cinjamos ao desfiladeiro onde Aron Ralston se encontra preso, a verdade é que, espiritualmente, o filme vai muito para além daquele rasgo de luz.
É uma incrível lição de vida e de perseverança que nos faz perceber que por muito difícil que uma situação se apresente, o seu desenlace depende apenas de cada um de nós! Há, de facto, uma solução para TUDO!

Por muito que tentemos fugir à questão, qualquer comentário sobre o filme terá, forçosamente, de passar pelo seu momento mais contundente (e que tem sido notícia um pouco por todo o mundo!).

Pessoalmente (por entre os dedos) consegui ter a noção mínima do que foi acontecendo. E, no fundo, é esse o meu conselho a todos aqueles que se sintam mais perturbados pelo sucedido.

Por muito destabilizador que possa ser, seria uma tremenda injustiça reduzir uma obra de tal qualidade a um momento! Nem, tão pouco, condicionar a decisão de ver o filme em função da sua existência.

Há muito para lá disso… e esse é o grande feito quer de Franco quer de Boyle.

Em suma, um dos melhores desempenhos do ano, num dos mais marcantes filmes do ano!

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