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“Pirates of the Caribbean: On Stranger Tides” de Rob Marshall


“There should be a ‘Captain’ in there somewhere.” Balbucia a certa altura Johnny Depp… ou direi Jack Sparrow!

Assim se resume, de forma perspicaz, o regresso às grandes telas, do pirata mais amado da última década! Recheado de tiradas bem-humoradas, um certo charme latino e a loucura do costume, Depp continua a ser o centro de todas as atenções.

Desta vez, tem a seu lado a espanhola Penélope Cruz, com quem forma uma inspirada e igualmente matreira dupla. Desenhada para ser a réplica feminina do emblemático actor, Cruz convence no seu papel, garantindo um lugar nas próximas aventuras!

Neste sentido, será igualmente difícil dissociar Geoffrey Rush do passado… e do futuro deste franchise. No papel de Barbossa, o actor australiano parece um peixe (ou direi, um pirata) na água, revelando a sua extrema versatilidade depois de ter brilhado ao lado de Colin Firth do galardoado, The King’s Speech. Agora ao serviço da coroa, o velho pirata vira o livro e aparece ao lado dos “bons” da fita.

Já o papel de “mau da fita” é entregue ao britânico Ian McShane. O seu Blackbeard não será visualmente tão aterrador como alguns dos seus antecessores mas compensa com uma densidade que confirma a tendência de Hollywood em apostar bem mais na intensidade do que no aspecto das suas personagens… mesmo em filmes tão leves como este se apresenta.

Quanto à história não haverá muito mais a revelar. Jack está “de passagem” por Londres, tentando ao máximo fugir da forca, até que é apanhada por uma expedição em busca da Fonte da Juventude. Rodeado de percalços e contratempos, o pirata dos piratas terá que ultrapassar os mais improváveis obstáculos (físicos, humanos e sentimentais) para fazer chegar o seu navio a bom porto.

Nota positiva para o discutível Rob Marshall (Chicago?, Nine?) que acaba por se sair bem com a herança (envenenada) deixada por Gore Verbinski. Depois do sucesso planetário da trilogia inicial, as expectativas em torno do regresso de personagem tão amada, não poderiam ser maiores mas, a verdade, é que ao fim de 10m já nos esquecemos de Orlando Bloom, Keira Knightley ou do próprio realizador.

Em abono da verdade, o filme não traz nada de novo ao universo idealizado por Jerry Bruckheimer mas tem a qualidade e audácia suficientes para nos cativar durante mais de 2h, confirmando que, em termos de diversão e entretenimento, poucos terão o currículo do produtor norte-americano.

Nem será necessária referir que as sequelas se seguirão!
Rob Marshall criou um novo mundo onde Jack Sparrow poderá ser ainda mais cintilante… será possível pedir mais?

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