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“As Serviçais (The Help)” de Tate Taylor


Depois de The Tree of Life e Beginners, eis o 3º filme do ano com estatuto de oscarizável. Nada mais justo!

E se os anteriores geraram alguma discussão em torno das respectivas validades artísticas, este The Help será bem mais consensual! Trata-se de uma obra implacável que desconstrói com enorme elegância um dos períodos mais negros da História (social) dos EUA.

Em plenos anos 60, altura em que a questão racial atingiu o seu pico nos EUA – especialmente perante o contraste com um povo em pleno desenvolvimento e afirmação na conjuntura internacional – uma jovem impertinente e um bravo conjunto de “serviçais” irá derrubar os mais imortais tabus em torno da periclitante relação entre as donas de casa sulistas (e racistas) e as suas amas e empregadas domésticas (negras!).

De regresso à sua terra natal, no interior do estado do Mississipi, Eugene ‘Skeeter’ (Emma Stone) não consegue esconder a sua estranheza perante a atitude das suas amigas e conterrâneas para com as suas amas e empregadas domésticas. Apesar de lhes dedicarem toda a sua vida, há várias gerações, estas mulheres de raça negra continuam a ser tratadas de forma rude e discriminatória.
No meio deste rebuliço Skeeter tenta convencer as serviçais a revelar a sua versão desta difícil relação de forças (desiguais). Porém, de entre as mulheres apenas Aibileen (Viola Davis) parece inicialmente disposta a contar a sua História… mesmo receando as consequências da revelação de alguns segredos demasiado íntimos.

Bem para lá da coscuvelhice, The Help coloca o dedo na ferida de uma sociedade totalmente disfuncional que apregoa implacáveis valores morais e que depois peca na sua mais ínfima essência! Mas Tate Taylor fá-lo com uma graça, com uma leveza mas, igualmente, com uma assertividade que nos apanha a todos indefesos!

Fantástico elenco feminino, liderado por Davis e Stone mas que deve muito, igualmente, a Bryce Dallas Howard, Octavia Spencer e Jessica Chastain! Estas 5 mulheres souberam dar vida a um argumento valioso que conjuga de forma brilhante humor, emoção e raiva! E não seria de todo surpresa alguma que qualquer uma delas visse o seu trabalho reconhecido, mais lá para o final do ano.

Depois do sucesso do romance (auto-biográfico) da autoria de Kathryn Stockett, o filme ameaça tornar-se numa das grandes revelações/surpresas da próxima temporada dos prémios do cinema.

Sem dúvida um filme diferente que merece ser visto e divulgado… por todos!

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