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“A Dama de Ferro (The Iron Lady)” de Phyllida Lloyd


Curiosamente o desempenho de Meryl Streep acaba por ser bem melhor que o filme no seu todo.

A mais talentosa actriz norte-americana de todos os tempos (será necessário mais para o afirmar??) tem um daqueles trabalhos que reúne um consenso tal que é chega a ser ridículo compará-la a Rooney Mara, Michelle Williams ou mesmo Viola Davis, por muito memoráveis que tenham sido os desempenhos destas 3 senhoras este ano.
Infelizmente, para elas, Streep “joga noutro campeonato”, um que já lhe valeu 17 nomeações aos Oscars!

O apaixonante retrato que Streep compõe da mal amada antiga Primeira-Ministra britânica, Margaret Thatcher, é de um requinte e de uma elevação a todos os níveis brilhante! Para quem não teve o privilégio(?) de conhecer a senhora, é só procurar na net algumas imagens para o comprovar…

Porém, nem tudo são rosas. Em favor de uma maior liberdade para Streep demonstrar (pela enésima vez) todo o seu repertório, o filme perde-se por entre considerações desinteressantes e que pouco acrescentam à verdadeira História.

Encontramos Thatcher já uma senhora de idade avançada, perdida entre memórias de um passado que, a momentos, lhe parece bem presente, e uma relação incoerente com o seu amor de uma vida, Denis (Jim Broadbent).
Enquanto viajamos por alguns dos mais marcantes momentos da sua vida, em especial, do período em que liderou o governo inglês, ficamos desiludidos por perceber que o filme acaba sempre por retornar a uma actualidade que pouco acrescenta ao legado deixado por uma das mais famosos e controversas chefes de governo da História.

Depois de Mamma Mia! era grande a expectativa em redor do próximo projecto de Phyllida Lloyd, infelizmente, à excepção do desempenho de Streep, o filme acaba por demonstrar uma inesperada fragilidade e, diria até, algum desinteresse. Com tanta História para contar, seria bem mais aliciante conhecer ou até mesmo compreender outras situações marcantes, ao invés de enveredar por um caminho tão complexo…

Fica a certeza do 3º Oscar para Meryl Streep e da confirmação de todo o seu talento mas, também, a incerteza perante o talento da realizadora inglesa.
Curiosamente a argumentista Abi Morgan, outra parte importante do rumo seguido pelo filme, assina também o argumento de Shame, filme que já valeu a Michael Fassbender inúmeros prémios e louvores. Ora aí está um padrão interessante!

Para fãs (actuais ou futuros) de Meryl Streep!

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