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“Safe – O Intocável ” de Boaz Yakin


Quem não gosta do estilo (de Jason Statham) dificilmente algum dia passará a gostar – uma vez que os seus filmes são quase todos idênticos – mas, por outro lado, quem gosta dificilmente algum dia se sentirá defraudado.

Depois de um 2011 em grande (The Mechanic, Killer Elite), o mais duro dos durões começa o ano em forma, com mais um desempenho implacável. Numa era de super-heróis, muitos efeitos especiais e protagonistas com cara de bebé, o actor inglês é mais do que uma lufada de ar fresco, é autêntico murro no estômago.

Recheados de muita acção e um charme bruto, os últimos filmes encabeçados por Statham apenas vêm confirmar o seu estatuto primordial dentro do género. Não há ninguém que bata com tanta violência e ao mesmo tempo tamanha graciosidade como ele!
De certa forma, Statham personifica o verdadeiro espírito do James Bond idealizado por Ian Fleming (deve ser por andar a ler Carte Blanche mas veio-me a “colagem” à cabeça!).

Desta vez o destino de um pequena e prodígia menina chinesa (Catherine Chan), as Triades asiáticas, a máfia russa e um grupo de polícias corruptos serão os receptáculos da fúria de um ex-agente das forças especiais (Statham) caído em desgraça após um inexplicável incidente.
Um acaso irá juntar Luke Wright à pequena Mei. A partir daí tornar-se-ão inseparáveis, para mal de todos os que os perseguem!

Apesar das suas (pontuais) experiências em filmes de outros géneros – The Bank Job, por exemplo – será cada vez mais difícil a Statham fugir à imagem de herói do cinema de acção.
Por um lado, essa conotação condicionará o seu percurso artístico, mas por outro, é sempre uma salvaguarda para ele e para nós, que ao entrar na sala já sabemos, de antemão, o que esperar… sem risco de nos enganarmos.

E quem não gosta de ver um gajo “normal” a distribuir porrada como gente grande, com aquela ar de mauzão dos anos 80 e um penteado sempre arranjadinho (ou não fosse o homem quase careca!).

Statham igual a ele próprio! Quem gosta, gosta. Quem não gosta, passa a lado!
Eu já me rendi ao estilo e à consciência que não vale a pena esperar (muito) mais do que aquilo a que ele já nos habituou.

Quanto ao bilhete, ossos do ofício de um cinéfilo inveterado em tempos de crise… se é que me faço entender?

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