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“Looper – Reflexo Assassino” de Rian Johnson


Quando se espera algo grandioso é muito comum o resultado não ser… o esperado.

Se tivesse cá chegado sem alarido algum Looper seria um filme surpreendente, inteligente e entusiasmante. No entanto, antes de estrear no nosso país, o 3º filme de Rian Johnson era já equiparado a Matrix e outras obras maiores da ficção-científica (de acção) pós-moderna. E quando a comparação chega a este nível, o mais provável é a coisa não correr bem!

Logicamente que Looper não tem culpa destas avarezas!
O argumento do filme deixará qualquer fã do género de água na boca, do primeiro ao último minuto. Rapidamente percebemos que estamos perante algo distinto e inovador, uma obra bem acima da média que assume o mundo que cria sem receios nem constrangimentos, nem tão pouco com medo de ser incompreendida.
Looper tem o seu público, o qual – para o bem e para o mal – está mais que familiarizado com o que de melhor se faz/fez do género. E isso faz com que ouse mais que o normal.

Acredito piamente que a intenção não seria de tentar competir com os grandes pesos pesados mas quando se arrisca num argumento tão astuto como este, numa montagem tão rica e coerente e numa intensidade dramática de certa forma incomum em filmes sobre viagens de tempo – mesmo que Bruce Willis tente a todo o custo salvar a sua amada! – é obrigatório esperar almejar estar lado a lado com os grandes

Mesmo perante a sagacidade de Willis, o filme pertence a Joseph Gordon-Levitt! Apesar de irreconhecível – não fosse um ou outro maneirismo que revelam o homem por detrás da máscara – o jovem actor volta a confirmar todos os elogios. E não serão meia dúzias de próteses, para o tornar mais parecido com o “seu” mais velho (Willis), que o irão “desfigurar”.
Durante a larga maioria do filme o seu Joe parece perdido no (seu) tempo. Dividido entre o estado de euforia e o de ressaca que lhe segue, o jovem assassino profissional procura o seu lugar num mundo estranho que parece não ser o seu… e será mesmo?

Referência última a Emily Blunt. A jovem actriz inglesa apenas surge na 2ª metade do filme mas vale bem a espera. Não é deslumbrante (como em The Young Victoria, por exemplo) mas é exacta no papel que desempenha, ajudando a dar ao filme um lado mais humano que parecia perdido no meio de tamanha complexidade temporal.

Looper é um assassino profissional pago a peso de ouro que executa as suas vítimas oriundas de um futuro próximo, onde as viagens no tempo, apesar de ilegais, são utilizadas por organizações criminosas para eliminar os seus alvos… sem deixarem qualquer rasto.
No entanto, essa vida luxuosa tem um senão. A sua última vítima será… ele próprio.
Joe (Joseph) não tem problemas em lidar com esse dilema mas quando o seu “eu” mais velho (Willis) lhe escapa, isso desencadeará uma série de imprevisíveis acontecimentos que podem(?) colocar em causa a “normalidade” do seu mundo.

Até que ponto estará Joe disposto a sacrificar(-s)e para garantir o (seu) futuro?

Não haverá um antes e um depois de Looper (como aconteceu com outros filmes do género) mas o filme promete deixar-nos a todos (ao sair da sala) a saudosa memória de que a ficção-científica pode ser deslumbrante!

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