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“Wolverine (The Wolverine)” de James Mangold


Indubitavelmente um filme totalmente distinto do seu antecessor. Quanto ao resultado final, não se pode dizer o mesmo!

Depois de em 2009 termos assistimos ao nascimento de Wolverine (em X-Men Origins), Hugh Jackman volta a encarnar a inconformada besta de garras de aço, num filme bem mais intimo e pessoal – em contraste com o bem mais disperso e aventureiro Origins.

Jackman volta a concentrar todas as atenções. A sua postura, carisma e força, tem marcado em definitivo o universo X-Men nos cinemas (daí a sua inclusão na sequela de First Class), justificando em pleno o seu filme franchise a solo.
Infelizmente, para lá do Wolverine, o enredo, a realização e demais personagens não acompanham a qualidade do seu protagonista. Tal como a sua personagem, Jackman não é um Homem só no mundo… mas parece!

Depois da abandonado – ou de se auto excluir – Logan é “convidado” a viajar até ao Japão para visitar alguém do seu passado. Yashida (Hal Yamanouchi), um idoso mas influente empresário japonês, pretende oferecer-lhe a única coisa que mais ninguém lhe pode dar, a mortalidade. No entanto, para lá dessa “oferta”, existe um complexa teia de interesses e conspirações que irá envolver o Wolverine com uma das mais poderosas famílias do Japão e, também, com uma das mais perigosas organizações criminosas de todo o mundo, os Yakuza.

Apesar de algumas intermitências, o filme desenrola-se a bom ritmo durante a primeira hora. Enquanto vamos conhecendo o novo cenário e intriga e confirmamos as nossas expetativas relativamente a Wolverine, a “coisa lá vai”, já a última meia-hora é… fraquinha!

James Mangold não é propriamente um habitué nesta andanças de super vilões e heróis dos quadradinhos. O bem real Walk the Line será o seu principal cartão-de-visita, um filme nos antípodas deste Wolverine… e nota-se. O realizador nova iorquino não me parece, de todo, o homem certo para o desafio, pese embora o seu inquestionável savoir faire.

A opção por um elenco maioritariamente asiático e praticamente desconhecido do mundo ocidental, terá contribuído para a pouca identificação que sentimos pelo filme. Não que isso seja critério de avaliação objetivo mas subjetivamente será sempre um fator a ter em consideração.

A cena final, a meio dos créditos, podia per si justificar a existência do filme porém, por muito que os “críticos” tentem vender o contrário, o cinema de entretenimento tem demonstrando uma cada vez maior preocupação em apresentar enredos e obras mais completas e desafiantes, fazendo elevar os níveis de exigência. E com isso The Wolverine acaba por destoar.

De qualquer forma o futuro parece risonho. Ainda que de enorme risco, a junção dos 2 universos de X-Men – a trilogia inicial mais Wolverine com First Class – promete. Quanto a Jackman, ele será sempre um elemento fundamental de qualquer futuro, por muito que os seus filmes a solo tenham dececionado.

Desta sequela esperava mais… e melhor!

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