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“Ender’s Game – O Jogo Final” de Gavin Hood


Depois da nomeação ao Oscar® de Melhor Filme Estrangeiro – com Tsotsi – o sul-africano Gavin Hood viu as portas de Hollywood escancararem-se.

Primeiro o dramático Rendition, depois a estreia de Wolverine a solo e agora a adaptação do premiado romance (de ficção científica) de Orson Scott Card, Ender’s Game. Mais versatilidade seria (praticamente) impossível.

Apesar da tenra idade do herói desta história, Ender Wiggin, este Ender’s Game está longe de ser um filme para miúdos. Há algo de muito sério por detrás deste jovem que promete mudar o Mundo… retratado no filme. O crescimento, as expetativas, os conflitos, as dúvidas e a (formação da) personalidade de um punhado de jovens é, na verdade, o tema central de uma obra disfarçada de filme de aventuras.

Alguns anos depois de termos conseguido reprimir in extremis a invasão de uma outra raça, os Formics, a sobrevivência do nosso planeta repousa sobre os ombros de uma nova geração de jovens “militares”. O Coronel Graff (Harrison Ford), responsável máximo pela nossa defesa, continua convicto que a melhor defesa é o ataque e prepara-se para repelir extensivamente qualquer nova ameaça. O mais apto dos jovens irá liderar essa batalha e muitas expetativas residem sobre Ender Wiggin (Asa Butterfield), um miúdo de apenas 12 anos com uma história de vida… diferente.

O destino continua a ser deveras apetecível mas a viagem é muito interessante. A ficção científica é um elemento preponderante da história mas há um longo ensaio sobre a pré-adolescência que dá muito que pensar a quem olhar para o filme com um pouco mais de cuidado.

Ender’s Game não é um blockbuster, nem um filme para miúdos, nem um video game film nem uma qualquer transcendência ao nível da ficção científica. No entanto, tal como a larga maioria dos filmes baseados em obras literárias premiadas (que são adaptados ao cinema por gente competente!), Ender’s Game é uma obra super inteligente que explora o lado mais humano e social das suas personagens e que dá muito que pensar.

Há toda uma dinâmica de grupo, toda uma vertente sociológica e introspetiva que importa destacar. Tal como o seu Ender, Asa também já não é (apenas) um miúdo – ou O miúdo de Hugo. O (muito!) jovem ator inglês continua a surpreender a cada filme e nota-se que há realmente um muito talento (em bruto) no rapaz.

Um filme que vai muito para além dos estereótipos que se poderia encontrar e que vai guardando um ou outro trunfo na manga para nos surpreender.

Para ver… com atenção.

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