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“Lovelace” de Rob Epstein e Jeffrey Friedman


Nada vende como o sexo!

A expressão milenar teve o seu expoente máximo na década de 70, mais propriamente em 1972 quando chega às salas de cinema mais “clandestinas” dos EUA Deep Throat (Garganta Funda), o filme que tornou o cinema pornográfico numa… indústria!

Primeiro os EUA, depois o Mundo. Os “dotes” artísticos de Linda Lovelace tornaram-na na cara de uma indústria que rende milhões e milhões… porém, poucos saberiam quem era Linda Boreman.

Linda (Amanda Seyfried) era uma jovem como muitas outras, atrevida, ingénua, sonhadora e curiosa, que caiu na indústria pornográfica pela mão do seu marido Chuck Traynor (Peter Sarsgaard).
Na primeira metade do filme conhecemos Linda e Chuck, a sua “viagem” até ao estrelato, a rodagem e o sucesso de Deep Throat e as dificuldades que tiveram e superar. Mas tudo muda de figura quando o filme “puxa a fita atrás” e assistimos aos bastidores, à vida privada do casal, aos contornos doentios que envolveram uma relação conflituosa e macabra.

Não há muito a acrescentar. Apenas que a História é bem mais negra e dolorosa do que seria de esperar. Para lá do glamour de uma pessoa simples que se tornou num ícone mundial, reside um tortuoso e violento conflito de personalidades, de poder e de carácter.

Doí, ver até onde o ser humano é capaz de chegar. A avareza, a ganância e a violência (física e psicológica) podem chegar a extremos inimagináveis. Por isso preparem-se porque é preciso estômago para aguentar a segunda metade do filme!

Do ponto de vista cinematográfico há de louvar a opção da dupla de realizadores em contar a (mesma) história sob dois prismas bem diferentes e, sobretudo, os desempenhos de Amanda e Peter.
A jovem protagonista – tipicamente no papel da ingénua donzela – é bem capaz de ter aqui o grande papel da sua vida, não pela qualidade intrínseca do mesmo (ou do próprio filme) mas porque confirma todo o seu amadurecimento em frente das câmaras.
Quanto a Sarsgaard, o seu Chuck Traynor é repugnante… e não há melhor forma de elogiá-lo!

Um filme pesado.

E, sim, é mesmo Sharon Stone no papel de Dorothy Boreman, a mãe de Linda.

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