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“Filomena (Philomena)” de Stephen Frears


Um realizador com uma longa carreira (e um grande sucesso, The Queen). Uma atriz fabulosa e que, quase aos 80 anos, continua em grande forma. Um comediante e argumentista de renome (no Reino Unido). A “mistura” não será, certamente, a mais expectável mas o resultado é surpreendente… mesmo!

Stephen Frears “saltou” para as luzes da ribalta com um filme sobre uma grande mulher, muito british, naturalmente, mas com uma garra inquestionável. No entanto, duvidas houvesse, não é necessário ser da realeza para ser uma “mulher de armas”, como o bem comprova a história de vida de Philomena Lee.

Nascida na Irlanda, Philomena (Judi Dench) viveu num convento de freiras durante vários anos. Teve um filho de uma relação casual que lhe foi tirado alguns anos mais tarde e entregue a um casal norte-americano.
50 anos mais tarde, Philomena decide contar a sua história, contando com a colaboração do jornalista e escritor Martin Sixsmith (Steve Coogan) para tentar reecontrar o seu filho. O que se segue é amplamente inesperado e altamente revelador, de um tempo perdido.

A dupla DenchCoogan tem tanto de improvável como de memorável. Mas não deixa de ser encantadora. Seria natural que Judi se encarregasse dos momentos mais sérios e que Steve sobressaísse nos mais ligeiros. No entanto, trata-se de um filme inglês (ainda para mais baseado numa história verídica), pelo que o reconhecido humor britânico pode estar em qualquer parte.

Mas desengane-se quem julgue que o tema é tratado com leviandade. A momentos até pode parecer que estamos perante uma caricatura exagerada de uma mulher de outros tempos, de um homem perdido no seu e de uma instituição complexamente atemporal. Quando isso está preste a acontecer sobressai o talento de uma atriz extraordinária.

A Philomena de Judi Dench pode parecer-se com aquele avó “do interior” que desconhece a realidade dos nossos dias, a modernidade das relações humanas e o conforto exacerbado de uma franja da sociedade que vive acima de todos nós. Puro engano.
Temos muito que aprender com uma mulher que fez da simplicidade das suas atitudes e emoções a sua maior força. Alguém que ultrapassou uma era, vários dogmas e a dor de uma criança, para sempre, perdida. Ninguém melhor que Dame para o/a representar.

Retrato de uma vida, Philomena acaba por tocar-nos – em cada um à sua maneira, acredito – pela forma voraz e ligeira como adaptada para a 7ª arte uma história profundamente humana.

Um filme obrigatório, especialmente para os apreciadores do cinema com sentido (de vida)… e que consigam encaixar uma boa dose de polémica.

Recomendado.

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