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“O Filho de Deus (Son of God)” de Christopher Spencer


Depois do imenso sucesso – especialmente nos EUA – da mini-série que revisava essa magnânima obra literária conhecida por a Bíblia, os seus produtores apressaram-se a recuperar o seu capítulo mais mediático, a vida de Jesus Cristo, e editaram-no de forma a transformá-lo num filme.

É assim que durante mais de 2h vemos, agora na grande tela, algumas das principais imagens que ajudaram a aumentar a cotação de Diogo Morgado nos EUA. O designado “Hot Jesus“, como ficou conhecido por lá, faz a sua parte com grande à vontade e intensidade mas pouco pode fazer quanto ao destino do seu trabalho.

Não vi a série, por isso assisti a estas imagens como um qualquer outro filme e nesse aspeto acaba por resultar numa considerável decepção. E porquê?
Acima de tudo porque tinha esperança de ver no filme um Homem, a sua origem, a sua vida e não mais um retrato sobre a sua crucificação. Nesse “capítulo” quem já viu The Passion of the Christ, já viu tudo! Por mim, não vale a pena regressar a este episódio… nas próximas décadas!

Denota-se o esforço de Christopher Spencer em estender o filme para lá do expectável mas o resultado acaba por ser demasiado insípido e intermitente. São recuperados alguns dos momentos que fazem parte do quotidiano de qualquer católico ou mesmo da cultura geral de cada um de nós porém, tudo é encadeado sem grande critério ou interligação que não a relevância individual de cada um dos momento.

Durante a primeira parte do filme, assistimos à peregrinação de Jesus de Nazaré (Mordado) pelas terras da Galileia espalhando a sua fé e “recrutando” os seus fiéis seguidores. Caminho esse que, eventualmente, o levará até… Jerusalém. And so the story history goes.

Quanto ao ator português, o céu será, agora, o limite…
Trocadilhos à parte, depois deste desempenho, Diogo Morgado parece ser as portas de Hollywood (entre)abertas. Não faltam exemplos de One Hit Wonders – muitas vezes o everafter depende bem mais de fatores exógenos do que do talento dos artistas – mas o primeiro passo está dado e resta-nos esperar que tudo corra pelo melhor. Com não gosta(ria) de ter um conterrâneo nosso entre os melhores?

Posso não ser, assumidamente, um grande fã do nosso patrício, ainda assim e depois de ver o seu desempenho na grande tela, parece-me justo que lhe desejemos a melhor das sortes.

Já este Son of God, não me convenceu.

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