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“Quase Gigolo (Fading Gigolo)” de John Turturro


Podia (muito bem) ser… mas este Fading Gigolo NÃO É da autoria de Woody Allen! O que não quer dizer que Woody não faça… dele mesmo.

14 anos depois, o cineasta nova-iorquino volta a participar como ator num filme que não realiza. John Turturro assina o argumento, a realização e, em última análise, o protagonismo de uma comédia espirituosa que faz lembrar (e muito) a obra de Woody Allen.

Indo direto ao assunto, Allen faz de chulo enquanto Turturro de gigolo. Mas tudo com muito nível ou não envolve-se a classe média-alta nova-iorquina, judeus ortodoxos, mulheres elegantes e um Dom Juan com nome de garanhão (ou stallion!).

Fioravente (Turturro) está (MUITO!) longe de ser um sex symbol, apesar do seu carisma e postura. Jardineiro de profissão e romântico de convicção, o italo-americano deixa-se levar pelo conversa do seu amigo de longa data e pelas suas lacunas financeiras para se tornar num refinado gigolo. Murray (Allen) tem os contactos e a flexibilidade moral, Fioravante o jeito para agradar as mulheres e satisfazer as suas diferentes necessidades. Juntos vão formar uma dupla trágico-cómica.

É, então, nesse registo que o filme evolui divertindo-nos, chocando um pouco, levantando algumas questões interessantes e surpreendendo aqui e ali com alguns excessos ou não estivéssemos perante Woody. A única diferença é que para além do cinismo e pessimismo de Allen, há um lado mais esperançoso e delicado de Turturro.

Não consigo determinar em que medida Murray e Fioravante se aproximam os seus representantes mas, posso dizer, que a imagem que tenho de um e outro será mais ou menos essa. Logicamente nota-se o à-vontade, a naturalidade e o detalhe com que cada um (se) representa. E isso é bom.

Nota ainda para a presença de Sharon Stone, Sofía Vergara e Vanessa Paradis, um trio bem distinto mas que sabe “entrar” na perfeição no espírito destes dois malucos e aguardar pelo seu momento.

Não chega a ter a eloquência dos melhores filme de Woody Allen mas não deixaria de ser um digno representante da sua obra.
De qualquer forma Turturro estará de regresso – como realizador e argumentistas – num dos segmentos do amplamente aguardado Rio, Eu Te Amo – a versão carioca da Série que já se/nos enamorou por Paris New York. Estaremos, certamente, atentos a ‘Quando não há Mais Amor‘.

Quanto a este Fading Gigolo, no mínimo aguçou-nos a curiosidade pela visão e sensibilidade de John Turturro.

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