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“Guardiões da Galáxia (Guardians of the Galaxy)” de James Gunn


MARVELhoso!
Uma palavra para descrever o filme!

Guardians of the Galaxy é simplesmente aquilo que todos os filmes de heróis da banda desenhada deveriam ser. Entretenimento, aventura, bom humor, heróis, vilões e aqueles que ficam no meio, imaginação, nostalgia e magia.

O mais incrível é que James Gunn consegue fazê-lo com um grupo de (super-)heróis sem a notoriedade e apelo de outros “pesos pesados” da Marvel. Ao contrário de outros filmes do género – por exemplo o primeiro Captain America ou o mais recente Iron Man – que ficaram aquém do potencial e do imaginário coletivo das suas personagens, não temos dúvidas que o trabalho do realizador e argumentista e de todo o elenco catapultou o filme para outro patamar!
E saímos da sala com a inquestionável sensação que Guardians of the Galaxy é bem melhor do que o que era suposto ser.

A história está lá, as personagens também, os cenários de torcer o pescoço e o 3D competentíssimo ajudam a elevar a fasquia mas são aqueles pequenos detalhes – o humor ácido, a mensagem inspiradora, a banda-sonora fabulosa, o espírito de equipa – que transformam, por completo, um universo desconhecido para a maioria. E é “amor à primeira vista”.

Peter Quill, aka Star-Lord (Chris Pratt), é um ladrão, patife, caçador de tesouros, mentiroso, egoísta e bon-vivant – todos os requisitos de um super-herói(?!) – que irá ver-se envolvido numa galática disputa entre Xandarianos, Kreeanos e (todas as) outras raças do espaço cósmico. Uma série de infortúnios irá juntá-lo a Gamora (Zoe Saldana), Drax (Dave Bautista), Rocket (voz de Bradley Cooper) e Groot (‘voz’ de Vin Diesel)  e se visualmente os 5 não podiam ser mais diferentes, reside nas suas incompatibilidades morais e intelectuais o verdadeiro segredo da sua aliança. E assim nascem os Guardiões da Galáxia!

Nunca escondi as minhas reservas quanto ao sucesso deste (novo) franchise e as repercussões que tal teria no futuro cinematográfico da Marvel. Depois de sair da sala duas conclusões preencheram-me o raciocínio. Se por um lado se confirmou o risco assumido pela produtora – tal a disfuncionalidade desta malta – por outro não restam (agora) dúvidas que se tratou de uma aposta totalmente ganha. E quando o risco é elevado, o retorno tem de ser… astronómico!

De todos os momentos marcantes do filme, onde se revela um bom-humor certeiro, uma candura aconchegante, uma cumplicidade a todos os níveis pitoresca e, naturalmente, um divertimento contagiante, a minha preferência vai para a arrebatadora banda-sonora. Nostálgica, reveladora, cativante, cada música é, em si, uma personagem que nos transporta literalmente para o centro da ação e nos faz (re)viver cada cena, cada detalhe, cada fração de segundo. Ao fim de 5m estava rendido!

No final faltou-lhe apenas um je ne sais quoi para se tornar num Clássico instantâneo.
Talvez um twist arrebatador, talvez um cenário magistral, talvez uma revelação inesperada, talvez apenas… tempo, para olharmos para trás e concluirmos que este é/foi o melhor filme de super-heróis até ao momento.

Esperemos pela sequela para confirmar as melhores expetativas.
Até lá resta-nos fazer replay na k7!

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Comments

  1. Concordo com a análise, o filme é fantástico. Também lhe dou cinco estrelas em cinco, um dos melhores do ano e só tive pena de não o ver em IMAX.

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