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“Alexandre e o Terrível, Horrível, Nada Bom, Péssimo Dia (Alexander and the Terrible, Horrible, No Good, Very Bad Day)” de Miguel Arteta


Noutros tempos as comédias para toda a família da Disney eram quase instituições do cinema, tal a sua aceitação e proliferação. Por cá faziam parte (repetidamente) das mátines de fim-de-semana na TV. Inofensivos, bem humorados, bem intencionados e moralistas, faziam parte da educação de todos nós. Eram, no fundo, uma extensão da Rua Sésamo para o grande ecrã.

Os tempos, as modas, as tendências e, sobretudo, a adolescencialização do cinema (nos anos 70 e 80 era bem mais fácil encontrar filmes para crianças ou para adultos… e poucos no meio), ditaram a quase extinção desse cinema.

Mal ou bem, Alexander and the… Very Bad Day tenta recuperar um pouco desse espírito, dessa inocência, desse cinema para toda a família que “a casa do rato mickey” tão bem nos sabia oferecer.
E consegue.

O mais imprevisto dos culpados é Miguel Arteta. O realizador de Youth in Revolt ou The Good Girl sempre pontuou as suas incursões pela 7ª arte com toques de humor negro, mordaz e cirroso. E, de repente, o realizador natural de Porto Rico, opera uma reviravolta de 180º e adere a um cinema BEM mais doce!

Steve Carell, Jennifer Garner, Dylan Minnette, Kerris Dorsey e os gémeos Elise e Zoey Vargas acompanham Ed Oxenbould – no papel de Alexander – como membros da família Cooper.
Dois filhos adolescentes, um miúdo e um bebé são os rebentos do casal Cooper. Apesar de todos os percalços e da azáfama do dia-a-dia a união da família é inquestionável assim como a diferença de “sorte” de Alexander face aos seus familiares diretos.
Até que, cansado de tanto “azar”, o jovem rapaz formula o mais sincero dos desejos e durante as 24h seguintes a vida de todos lá em casa será virada do avesso, para desgosto de todos… ou quase.

É um filme simpático, divertido e competente que não esconde a sua origem… bem pelo contrário, Naturalmente tem a sua dose de americanização, exagerando aqui e ali em alguma situação ou consequências, mas fora isso é uma caricatura bem conseguida das famílias dos nossos tempos.

E, como tal, é para ser visto em conjunto. Dos 8 aos 80, (quase) do bebé ao (bis)avõ, é um “toca a reunir” para toda a família. Em suma, um filme que casa muito bem com o espírito da quadra e que, na pior das hipóteses, nos fará sair da sala de cinema com um sorriso nos lábios.

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