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“John Wick” de Chad Stahelski e David Leitch


Não há cá rodeios, meias palavras nem cenas para encher. Ao fim de 5m já sabemos quem é quem e a partir daí é sempre a “malhar”! Quer dizer, nem todos são exatamente aquilo que aparentam à primeira vista mas quanto a John Wick poucas dúvidas restam.

Keanu Reeves será eternamente Neo mas antes e depois de The Matrix, o ator nascido no Líbano deu nas vistas em Speed, Bram Stocker’s Dracula, Constantine ou Street Kings. No entanto, verdade seja dita, não mais evidenciou talento comparável ao que agora vislumbramos.

Na linha dos veteranos Liam Neeson, Denzel Washington ou do mais “jovem” Jason Statham, Keanu demonstra um talento inato para os filmes da série B. Muitos tiros, golpes impiedosos, agilidade precisa, coragem e pouco bom senso, fazem de John Wick um implacável assassínio e uma figura amplamente cativante.

Desolado pela inesperada morte da sua esposa, John Wick (Reeves) encontra o consolo possível num pequeno cachorro, a última prenda da sua mulher. Eis quando um playboy russo (Alfie Allen), filho de um poderoso criminoso (Michael Nyqvist), decide, por mero capricho, roubar o seu clássico ’69 Mustang, invadindo a sua casa e matando o pequeno cachorro.
Sem chão, sem nada a perder e com uma imensa sede de vingança, John regressa a um (sub-)mundo que conhece bem, com um único objetivo: encontrar os homens que o roubaram, nem que para isso tenha de matar todos os que se atravessarem no seu caminho… e não serão poucos.

Muito embora o competentíssimo desempenho de Keanu, a grande virtude do filme é mesmo a simplicidade com que o mesmo vai direito ao assunto, ou não fossem Chad e David dois especialistas em stunts e cenas de ação. Mas não se pense que a cadência das cenas relevantes (i.e de ação) é meramente sobreposta com “fita-cola”. A história escorre com grande propósito e inteligência servindo na perfeição cada momento de maior tensão e confronto… só não perde é muito tempo com conversa desnecessária!

Não há mesmo muito por onde reclamar. Uma história q.b., um protagonista competente e uma boa dúzia de cenas de ação de primeira qualidade.

Os apreciadores do género ficarão, de certo, agradados com este cativanete exemplar. E os demais não darão o tempo por perdido.

Bela surpresa.

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