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“Doidos à Solta, de Novo (Dumb and Dumber To”) de Bobby e Peter Farrelly


20 anos depois, Lloyd e Harry estão de volta… e nada parecer ter mudado. Ou mais ou menos isso.

Dumb and Dumber marcava o início da carreira dos irmãos Farrelly, eles que outrora (no virar do século) chegaram a ser “cabeças de cartaz” da comédia norte-americana.
Depois da dupla de idiotas, a dupla de irmãos estourou com There’s Something About Mary e tornaram-se num fenómeno. Seguiram-se filmes mais ou menos inspirados, tendo a comédia como género único e o humor mais escatológico e corrosivo como cartão de visita.

Depois do imenso fracasso que se revelou o revivalismo dos míticos The Three Stooges, nada mais pareceu restar aos irmãos do que regressar onde tudo começou. Voltar a Lloyd e Harry era algo que já se ouvia nos “corredores de Hollywood” há algum tempo faltava apenas conjugar interesses (ou desesperos).
Jim Carrey tem vindo a perder muita da sua cotação, fruto de série de percalços cinematográficos e não parece mas já lá vão 10 anos desde a sua última nomeação aos Golden Globes (pelo memorável Eternal Sunshine of the Spotless Mind).
Já Jeff Daniels tem-se perdido em papéis secundários de menor ou nenhuma relevância, tendo encontrado na TV (The Newsroom) o espaço certo para manter-se nas luzes da ribalta.

E pronto, conjuga-se vontade, necessidade e muita maluqueira e chegamos a Dumb and Dumber To!

O ponto de partida é suficientemente pitoresco para nos manter interessados sobre o rumo da história mas, rapidamente, mesmo os mais incautos perceberão que o que interesse é a parvalheira desta malta. Muitos gags, uns com piada, outros nem por isso, vão recuperando alguns dos momentos imortalizado há 20 anos e acrescentando uma ou outra doideira ao currículo desta dupla.

Apesar do Q.I. significativamente inferior à média, Lloyd e Harry permanecem dois figurões de grande coração. A possibilidade de uma filha desconhecida leva os dois amigos através do interior do EUA em direção a El Paso, na fronteira com o México, para uma convenção de mentes brilhantes.
Mas se um qualquer passeio de bicicleta a dois é já uma aventura, o que dizer de uma viagem através de vários Estados.

É difícil não rir de algumas situações nem deixar de admirar o brilhantismo de algumas das idiotices. Porém, na sua generalidade o filme perde-se a repetir a fórmula de sucesso… 20 anos depois.

Foi em linha com as (baixas) expetativas.

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