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“Nightcrawler – Repórter da Noite” de Dan Gilroy


Uma das grandes revelações deste final de ano…

Não tanto o filme que é bom mas não deslumbra mas, sim, o desempenho de Jake Gyllenhaal. Já começam a escassear vagas para os nomeados a Melhor Ator mas alguém que guarde um lugar para este rapaz!

9 anos depois de Brokeback Mountain (e a sua 1ª nomeação aos Oscars como Ator Secundário), Jake chega à categoria dos “meninos crescidos” com um desempenho impressionante. Louis Bloom é uma personagem suculenta, magnânima, altamente controversa, ou seja, aquilo que se designa como um “high-risk, high-return investment“!

Ora bem, se o risco (e o desafio) era enorme, Jake não se pode queixar do resultado!

Nightcrawler é um filme sombrio, nubloso, irrequieto. Enquanto vamos conhecendo as personagens e o cenário (em sentido lato) é difícil não nos sentirmos desconfiados quanto ao panorama global. Jornalistas freelancers, a periclitante noite de LA, um desenquadrado aspirante a “vampiro dos tempos modernos”!
Louis Bloom está longe de fugir à luz do dia ou de ter caninos afiados, já quanto a “beber” o sangue dos que o rodeiam, isso é outra história!

Sem grande rumo na sua vida, Louis (Gyllenhaal) vive de precários expedientes notívagos. Sem família ou entes queridos, a noite é o seu habitat natural… à falta de melhor!
Até que um mero acaso acaba por alertá-lo para o lucrativo e viciante (sub)mundo das reportagens sensacionalista noturnas. Crimes, acidentes, sangue, lágrimas, fogo, emoção, desespero, traição e muita sagacidade entram pelas veias de Louis de forma perfeitamente natural. De voyeur, a camaraman, de jornalista a… ator. Custe o que custar!

Bill Paxton e, sobretudo, Rene Russo acompanham Jake neste seu tour-de-force. O filme pertence-lhe por completo e Dan Gilroy faz por isso. O argumentista (de filmes como Real Steel ou The Bourne Legacy) estreia-se na cadeira de realizador com um registo impressionante. Sem qualquer receio de depositar toda a responsabilidade no seu protagonista, Gilroy constrói um enredo e um cenário simultaneamente repugnante e cativante, ao ponto de idolatrarmos e odiarmos Louis Bloom com a mesma intensidade… ou como se costuma dizer na gíria cinematográfica it’s so good to be bad!!

Um filme. no mínimo, desconcertante, que nos faz julgar muito do que somos, como indivíduos e, sobretudo, como sociedade.

Não darão, certamente, o tempo como mal empregue… bem pelo contrário!!

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