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“The Hunger Games: A Revolta – Parte 1 (Mockingjay – Part I)” de Francis Lawrence


Depois de Harry Potter e Twilight, The Hunger Games volta a confirmar que a divisão do último capítulo de franchises em duas partes é uma opção a todos os níveis decepcionante. Esperamos não ter de voltar a repetir o discurso… com Divergent, Maze Runner ou outro qualquer sucesso infanto-juvenil.

Por muito esforço que Francis Lawrence e todo o elenco tenham demonstrado, depois de The Hunger Games e Catching Fire, a 1ª parte de Mockingjay só pode deixar um sabor amargo na boca. Não é só uma questão do filme fugir, por completo, ao género narrativo demonstrado nos 2 capítulos anteriores – tem todo o direito de o fazer, até em prol da grandeza do franchise – é, sobretudo, pela ausência de uma narrativa na sua mais elementar essência: princípio, meio e fim.

O filme tem um objetivo: demonstrar a importância de Katniss Everdeen como arma de propaganda de guerra, símbolo de uma revolta que se alastra a cada dia, exemplo da perseverança e esperança para um povo há demasiado tempo subjugado pela força de um poder opressivo. E não era necessário um filme inteiro para o demonstrar.

Depois do inesperado desenlace da 75ª edição dos Jogos da Fome e da destruição do seu lar,Katniss (Jennifer Lawrence) e os seus aliados refugiaram-se no Distrito 13, longe do poder opressivo do Capitólio e do Presidente Snow (Donald Sutherland). Lá, sob a liderança da Presidenta Coin (Julianne Moore), a revolta começa a ganhar músculo e voracidade mas para unir esforços e enfrentar cara a cara o “inimigo”, terá de convencer Katniss a ser o rosto dessa luta.

Pior do que ter ficado com a sensação de que o filme arrasta-se bem para lá do tempo necessário, é a ideia de que o que realmente interessa, ou seja, os acontecimentos do Capitólio, a revolta nos demais Distritos, os interesses de todos os envolvidos está ausente da grande tela.

Naturalmente, o filme tem os seus momentos. A visita de Katniss ao Distrito 8, The Hanging Tree, a operação de resgate dos tributos. O problema é que entre elas pouco ou nada se aproveita. Insiste-se incessantemente no lado mais emocional e introspectivo das personagens mas não era preciso tanto, nem tão pouco.

O capítulo final tem tudo para ser retumbante mas não acredito que fosse preciso um passo atrás… para dar dois em frente.

Talvez Mockingjay – Part II ajude a justificar esta primeira parte.
Até lá soube a (muito) pouco,

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