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“O Desaparecimento de Eleanor Rigby: Eles (The Disappearance of Eleanor Rigby: Them)” de Ned Benson

All the lonely people
Where do they all come from?
All the lonely people
Where do they all belong?

Ah look at all the lonely people
Ah look at all the lonely people

Dúvidas houvesse, a dada altura, uma das personagens (se a memória não me falha, o seu pai) faz questão de mencionar a Eleanor Rigby (Chastain) que ela deve o seu nome à homónima música dos Beatles. Naturalmente.

Solidão, dor, sofrimento, perda, indiferença, compaixão.
O nova-iorquino Ned Benson encheu-se de fé, convenceu Jessica Chastain e James McAvoy a embarcar neste projeto e escreveu uma bela história (do fim do) Amor. Mas não se ficou por aqui. Como todas as Histórias (de Amor) têm dois lados, Benson dividiu o enredo em dois filmes, adicionou-lhes o sufixo “His” e “Her” – que é como quem diz “Ele” e “Ela” – e deu-nos duas versões da experiência de vida (conjunta) de Eleanor e Conor.

Para “facilitar” o seu percurso comercial, Benson montou, também, a versão Them (ou Eles) e ainda que esta solução retire grande parte do seu conceito inovador e experiencial, não deixamos de estar perante um filme marcante. E que vontade de ver as versões originais!

Eleanor e Conor tiveram uma vida em conjunto, um lar, um projeto de futuro e um presente risonho. Mas quando os encontramos estão já cada um para seu lado. Há algo nebuloso que ensombra o seu passado, algo que ficou por explicar e por digerir. Cada um à sua maneira, tenta seguir em frente. Eleanor parece irredutível, rejeitando qualquer tentativa de contacto por parte de Conor que, por sua vez, não consegue perceber o porquê dessa atitude. Irão ainda a tempo de esclarecer as suas diferenças?

Pois, somos levados a pensar que o “arrufo de namorados” é a peça central deste puzzle tridimensional mas não será bem assim. Neste aspeto o argumento de Benson é realmente preciso. Passo a passo vamos desvendando um pouco mais sobre estas duas pobres almas e se, no início, impera uma certa desconfiança, no final não podemos deixar de sentir uma tremenda empatia.

Jessica e James demonstram grande talento… como seria de esperar. Por ventura mais ela, do que ele – talvez resultado das opções de edição assumidas neste Them – mas a cumplicidade entre ambos é, no mínimo, reveladora e invejável. Queremos muito perceber o que pode ter causado tanta mágoa e distancia… e torcemos (muito) para que tudo possa acabar bem da melhor forma (possível)!

É uma História marcante e a ideia criativa de Ned Benson ‘apenas’ levou terá levado o filme para outro patamar!

Não tenho problemas em afirmar que se tivesse uma estratégia de marketing tão eficaz como, por exemplo, a colocada em prática por Boyhood, este The Disappearance of Eleanor Rigby podia estar muito bem a disputar os prémios dos Melhores do Ano!

E se Them é isto tudo, His e Her devem ser memoráveis.

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