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“O Meu Nome é Alice (Still Alice)” de Richard Glatzer e Wash Westmoreland


Julianne Moore retrata na perfeição as consequências de uma das mais peculiares e devastadoras doenças do nosso tempo. A progressividade evidência é aterradoramente próxima com a realidade e quem já conviveu com o Alzheimer sabe-o bem, demais.
Curiosamente, o filme pouco mais tem para oferecer.

Tem sido, invariavelmente, um dos paradigmas do cinema nos últimos anos. Em prol de grandes papéis (especialmente ao nível dos protagonistas), os filmes em causa acabam por ser relegados para segundo plano. De certa forma Eddie Redmayne (em The Theory of Everything) beneficiou com isso, também. Tenho pena.

Still Alice é um filme bom. Dá pleno destaque a Alice Howland e à sua transformação física, intelectual e motora, motivada pela doença que lhe é diagnosticada. Moore é, de facto, o centro de toda a história e o seu desempenho é irrepreensível. Infelizmente, para além da comummente criticada (muitas vezes injustamente) Kristen Stewart, os seus demais colegas, seja para fraqueza das suas personagens, seja pela falta de intensidade nos seus desempenhos, sentem demasiada dificuldade em acompanhá-la.

Académica renomeada especialista em linguística, Alice Howland (Moore) começa a desconfiar das suas capacidades intelectuais quando uma série de coincidências a deixa literalmente perdida. O diagnóstico é devastador e à medida que vai (rapidamente) perdendo a sua independência e o discernimento, os seus familiares mais próximos, marido (Alec Baldwin) e filhos (Kristen Stewart, Kate Bosworth, Hunter Parrish), tentam aprender a lidar com a situação.

O desempenho de Moore merece os melhores elogios. A sua transformação física e intelectual, ao longo do filme, é progressiva, meticulosa, quase impercetível, No entanto, quando vemos lado a lado) Alice no final e no início do filme, a diferença é descomunal.

Já a história do filme, resume-se à doença. Infelizmente.
As demais personagens limitam-se a conviver com a protagonista. Esquecem(os) por completo a sua vida, os seus dilemas pessoais, as suas dúvidas. Tudo gira em torno de Alice e por muito que compreendamos o rumo seguido pelo filme, sabe a pouco.

Nota final para a crítica demasiado irascível a John Howland (Alec Baldwin).
O marido de Alice podia ter os seus defeitos mas não havia necessidade de uma conotação tão gravosa. Dito.

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