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“Velocidade Furiosa 7 (Furious 7)” de James Wan


Há muito a dizer.

Sucesso global. Um franchise que desafiou qualquer lógica (comercial) tornando-se num fenómeno à escala mundial depois de ter praticamente desaparecido. Um revivalismo impressionante que tornou-se rapidamente num projeto de médio prazo. O desaparecimento de um dos seus protagonistas. Uma sentida homenagem. Um futuro incerto… ainda que ciente da máxima “the show must go on!”,

Quando à quase 15 anos atrás, Vin Diesel e Paul Walker se encontraram pela primeira vez em The Fast and The Furious estavam certamente longe de imaginar o que o futuro lhes reservaria, a eles e ao franchise que aí começava.

7 filmes depois, Fast & Furious é um produto totalmente distinto do idealizado inicialmente. A grande reviravolta dá-se pela mão de Justin Lin quando em 2011 transforma um franchise sobre velocidade, num heist movie.
Fast Five – para mim, até agora o melhor filme da série – catapultou o espírito, o elenco e o rumo do franchise para um outro patamar, ao mesmo tempo que demonstrava que os filmes de ação podem (e devem) viver, também, da criatividade e engenho dos seus argumentistas.

Furious 7 devia ser “apenas” mais um passo neste projeto global, permitindo a consistente evolução do franchise e das suas personagens, ao mesmo tempo que fazia rolar as máquinas registadoras. Até que, o impensável acontece e tudo é colocado em causa,

Coincidência ou talvez não – para tal fazer sentido tínhamos de assumir, em primeiro lugar, que as filmagens seguem a sequência do filme – fica a forte sensação que o seu clímax é atingido bem antes das cenas finais.
As cenas nos Balcãs e nos Emirados elevam o patamar para níveis incríveis, em termos de velocidade, loucura, engenho, criatividade e assertividade. Em contraste, absoluto, todo o último acto, nas ruas de LA, é bem mais sensaborão.
Desconheço até que ponto há, realmente, uma relação entre o desaparecimento de Paul Walker – e as necessárias alterações ao enredo, filmagens com duplos, imagens digitalizadas ou a dificuldade dos restantes protagonistas em voltar ao trabalho – e o último terço do filme. Pessoalmente, pareceu-me evidente que a partir de certa altura a preocupação de todos, especialmente dos demais protagonistas, foi a de prestar a devida homenagem ao seu falecido amigo… e concluir, com máximo profissionalismo, o seu trabalho.

Jason Statham – ‘the big bad brother’ de Owen Shaw – é a grande aquisição deste 7º capítulo… e, quem sabe, do franchise. O maior herói do cinema de ação da atualidade, assume o papel de vilão, procurando vingar o seu irmão mais novo, capturado no capítulo anterior pela equipa família de Dominic Toretto (Diesel).
Numa verdadeira caça ao homem – em que o gato e o rato vão mudando constantemente – Don, Brian, Letty, Roman e Tej, são aliciados/ajudados por uma agência norte-americana para capturar Deckard Shaw. Percorrendo meio mundo, protagonizando cenas realmente incríveis, a Família acaba, em última instância, por regressar “a casa” para um último “passeio”.

Tentando deixar de parte um pouco o lado mais humano, Furious 7 é um grande filme até entrarmos mais ou menos na última meia hora. Repleto de ação, velocidade, som, imagens e carisma, é impossível não deixar de sentir a vibração… e deixar-nos envolver por um produto habilmente idealizado. Depois pois disso vai perdendo qualidade e impacto, ao ponto de questionarmos a própria continuidade do franchise… até à devida homenagem a Paul Walker nos instantes finais.

Estará, ainda assim, longe de ser um filme obrigatório, mesmo que, no que toca ao cinema de entretenimento, não possamos esperar muito mais!
Num Verão (cinematográfico) que promete a maior concentração de blockbusters da História, Furious 7 serve para “aquecer os motores”!

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Comments

  1. "Velocidade Furiosa 7" é um dos melhores filmes do ano para mim, mas deixou-me com uma mistura de sentimentos: A alegria de mais um filme contra a tristeza de este ser o último filme de Paul Walker, devido à sua prematura morte em 2013.
    Por um lado "Furious Seven" poderia ser o último filme da saga, pois vai ser algo estranho os próximos filmes não terem no elenco o grande Paul Walker. Por outro lado um novo filme vai trazer mais dinheiro para a produtora, portanto temos que esperar o que trará de novo o oitavo e próximo filme do franchise.
    Lê o resto da análise em: http://osfilmesdefredericodaniel.blogspot.pt/2015/05/velocidade-furiosa-7.html
    5*
    Cumprimentos, Frederico Daniel.

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