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“Mundo Jurássico (Jurassic World)” de Colin Trevorrow


Vinte e tal anos depois os dinossauros voltam às luzes da ribalta…
mas desta vez maiores, mais assustadores e com mais dentes!!

Bela homenagem e intenso revivalismo do intemporal Jurassic Park, a obra de Colin Trevorrow segue à risca o espírito (e o enredo) do filme original e se isso lhe garante a adoração de novos e antigos fãs, causa, especialmente nos últimos, um certo dissabor pela sua previsibilidade. Remake, reboot ou sequela, Jurassic World é tudo isso e um pouquinho mais. Então numa sala IMAX (3D) é fantástico!

Os sobrinhos (não do dono mas) da responsável máxima pelo Jurassic World Park, Claire Dearing (Bryce Dallas Howard), estão de visita ao dito – que está em pleno funcionamento há cerca de 10 anos (e não prestes a ser inaugurado), quando um inesperado incidente os deixa à mercê dos mais temível dos dinossauros (não o T-Rex mas), o Indominus Rex! Para os salvar e prevenir uma incomensurável catástrofe, o Parque conta com uma equipa de experientes militares e, acima de tudo, com Owen Grady (Chris Pratt), (não um arqueólogo mas) um “domador” de dinossauros.

Sim, as semelhanças são indiscutíveis mas Steven Spielberg não contava com o ator do momento!
Depois de ter arrebentado as bilheteiras e de ter surpreendido meio mundo com o seu desempenho em Guardians of the Galaxy, Pratt – até então um mero ator de composição e de sitcoms – tornou-se num ícone à escala mundial. Fruto de um surpreendente à vontade e de uma naturalidade e humildade a que Hollywood já não estava habituada, o ator (secundário) de Parks and Recreation é como aquele amigo que todos gostaríamos ter, o ídolo que gostaríamos de ser ou… o vizinho do lado!

Dito isto, Jurassic World é, acima de tudo, um filme de entretenimento. Sem grandes considerações científicas (ou arqueológicas) o objetivo primordial é efetivamente deslumbrar. E quando visto em 3D, numa tela IMAX, o resultado é… o esperado!
Aterrador mas de uma forma aceitável, assustador mas de uma forma amigável, surpreendente mas de uma forma nostálgica, fica a indiscutível sensação que as salas IMAX foram criadas para filmes como este. Se isolada, a terceira dimensão parecia ter (mais uma vez) os dias contados, quando combinado com a tela de dimensões e curvaturas improváveis, tudo volta a fazer sentido (novamente).

Mas voltemos a Jurassic World.
Efeitos especiais de cortar a respiração, uma banda-sonora precisa, desempenhos competentes (mesmo que parece faltar bastante química entre Pratt e Dallas-Howard) e dinossauros enormes, enormes! Pode não ter nada de realmente novo mas funciona… na perfeição.

Há muitas formas de revitalizar um franchise… esta é, sem dúvida, uma das mais profícuas experiências do género. E não falamos apenas dos astronómicos resultados de bilheteira. As sequelas seguir-se-ão, inevitavelmente. Fico honestamente feliz que a nova geração o possa desfrutar, como nós o fizemos outrora. E, desta vez, com redobrado otimismo.

Afinal, só tivemos de esperar 65 milhões de anos!

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