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“O Sapateiro Mágico (The Cobbler)” de Thomas McCarthy


Adam Sandler continua a colecionar amigos, patrocinadores e… nomeações aos Razzies! Todos os seus últimos filmes não fogem a essa regra: bons elencos, grandes produções e enredos desinteressantes e/ou fraquinhos. Infelizmente, The Cobbler não é exceção!

O mais triste desta primeira experiência de Sandler com o realizador Thomas McCarthy (responsável pelo precioso The Visitor) é que o conceito primordial do filme teria pernas para andar, não fosse cair num profundo desinteresse, inverosimilhança e incoerência.

Pior só mesmo o desempenho de Sandler. Confesso que nos primórdios da minha viagem cinematográfica, o ator nova-iorquino era olhado com vasta desconfiança. Até que surge Punch-Drunk Love e uma série de comédias mais comedidas que ajudaram a ter uma imagem diferente e bem mais positiva. Porém, hoje em dia pouco resta dessa admiração.

Neste The Cobbler, a sua personagem é bastante suculenta (ainda que num tom bem descontraído) mas, curiosamente, os melhores momentos acabam por ser da responsabilidade dos demais atores que “calçam os seus sapatos”. Enquanto Max Simkin tem a “cara” de Sandler pouco ou nenhum interesse revela… mais ou menos o que acontece, também, com o filme.

Sapateiro de 3ª ou 4ª geração, Max (Sandler) continua “preso” à sua singela loja de reparações em plena NYC. Pacato, introvertido e solitário, a vida de Max está prestes a transformar-se, por completo, quando ele é “forçado” a utilizar uma velha máquina de costura, herança de família.
Calçar os sapatos de outro homem – como o diz a dada altura Abraham Simkin (Dustin Hoffman) – não é tarefa para qualquer um, e o que se faz com esse “poder”, define o carácter dessa pessoa… e o rumo de um filme que podia (e devia) ser bem diferente!

Não estendendo o cometário em demasia porque, infelizmente, o filme não o merece, fica a mais profunda sensação de que Thomas McCarthy ainda tentou agarrar o conceito e dar-lhe outra vida mas a “máquina” que acompanha Adam Sandler é (ainda) bastante poderosa e omnipresente.

É difícil falar de desilusão quando olhamos para o histórico recente de um dos mais marcantes cómicos norte-americanos das últimas 2 décadas, mas confesso que tinha outras expetativas face a este The Cobbler.

Que pena.

Trailer

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