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“Love & Mercy – A Força de um Génio” de Bill Pohlad


“De génio e de louco, todos temos um pouco”
E depois há aqueles que têm muito… de ambos!

Brian Wilson – um nome que a muitos pouco dirá mas que associado aos The Beach Boys ganhará outro relevo – é um daqueles seres que encaixa, na perfeição, neste segundo grupo.

Membro fundador e líder da banda californiana que fez sucesso nos anos 60 e 70, Brian era, foi e é, um homem bem peculiar. Músico de eleição, e um dos grandes génios do passado século, Brian Wilson marcou várias gerações mas, pelo caminho, perdeu-se e reencontrou-se vezes demais.

Acompanhamos dois momentos decisivos da sua vida e no seu legado. De um lado os anos 60, no qual Paul Dano assume as rédeas de protagonista . Já bem dentro do sucesso que a banda fez nos seus primeiros anos e na antecâmara das suas primeiras experiências e revoluções, retratadas, com mestria, nas músicas ‘God Only Knows‘ e ‘Good Vibrations‘.
Saltamos para os anos 80, agora com John Cusack (no papel de Brian), bem secundado por Elizabeth Banks. A esquizofrenia e o violento tratamento ministrado pelo Dr. Eugene Landy (Paul Giamatti) arrastam Brian por caminhos bem cinzentos e perigosos até que surgem uma luz ao fundo do túnel…

A opção por dois atores protagonistas em biopics não será uma prática de maneira alguma usual mas depois de ver o filme (e de ver as imagens reais), não restam dúvidas que tratou-se da solução mais acertada. Paul e John dão uma dimensão extra(ordinária) a uma figura complexa e fascinante, confirmando que estamos perante um homem único. A única contrapartida é que, na hora dos prémios, os louvores terão de ser a dividir por dois…

Estamos em pleno Verão, os blockbusters invadem as salas de cinema mas há SEMPRE espaço para cinema desta qualidade. Sem grandes artefactos que não o talento dos seus protagonistas e a mais pura realidade, Love & Mercy prende qualquer espetador, chova ou faça sol lá fora.

Infelizmente, há muito espetador que se lamentará, lá mais para o final do ano, de ter não presenciado o (des)construir de uma figura ímpar da cultura popular do último século.

A todos os níveis surpreendente… e enriquecedor!

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