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“O Pátio das Cantigas” de Leonel Vieira


É, indubitavelmente, um grande sucesso de bilheteiras no nosso país mas, cinematograficamente falando, é muuuuito fraquinho!

Num projeto tripartido, o realizador Leonel Vieira dispõe-se, com o auxílio e financiamento da RTP, a recuperar 3 dos maiores clássicos do cinema português: O Pátio das Cantigas, O Leão da Estrela (que chegue aos cinemas em Dezembro) e A Canção de Lisboa.

E o primeiro acto deixa, no mínimo, muito a desejar.
Enquanto nos (ou se) entretém em renovar as personagens e os conceitos fundamentais do famoso Pátio, esta nova versão até tem as suas qualidades. Marca pontos pela alegria, pela forma como cola novos e antigos figuras da cultura popular, pela presença de novas e intrigantes personagens.

O problema é que um filme não é uma novela, não se limita a copiar os tiques e os maneirismo do dia-a-dia, nem a construir castelo de areia. E quanto tem de construir, de evoluir, de acrescentar, pouco resta do que uma amalgama de trapos velhos. Sem nexo, nem rumo, as personagens desfazem-se, a ação esmorece, a história extingue-se. Ao ponto de não se preocupar em manter o mínimo de coerência ou relevância.

Miguel Guilherme, de facto, o Único ator que participa no filme, destaca-se plenamente. Um talento imenso de uma figura da TV e do cinema nacional que carrega o filme às costas e (quase) justifica o bilhete-McDonald’s. Mas, infelizmente, o talento cinematográfico fica-se por aqui.
Pese embora os méritos artísticos de nomes como César Mourão, Dânia Neto, Sara Matos, Aldo Lima ou Rui Unas, o cinema não é para todos…. e sem o mínimo de estrutura que os ampare, o resultado é o inevitável.

Evaristo (Guilherme) e Narciso (Mourão) continuam a gladiar-se pelos afetos de Rosa (Neto). Amália (Matos) e Carlos (Unas) permanecem apaixonados, mesmo que de forma difusa. O “Pátio” mantém-se pitoresco, popular (como os Santos) e pimba q.b..

A qualidade do filme, grosso modo, faz lembrar os telefilmes produzidos pela SIC há uns anos atrás – casos de Amo-te Teresa, Mustang, O Lampião da Estrela, entre outros – e está tudo dito.

Fraco… demais.

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