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“Pixels” de Chris Columbus


Comparando-o com as mais recentes incursões – chamar-lhes filmes é um pouco abusivo – de Adam Sandler pela 7ª arte, este filme é quase uma obra-prima!

Ajuda ter Chris Columbus como realizador, ajuda ter todo um espírito de nostalgia em torno dos primórdios dos videojogos e ajuda, sobretudo, ter a curta-metragem de Patrick Jean como ponto de partida!

Grosso modo, Pixels é um filme sobre aliens, invasões inter-planetárias e… jogos de arcade (i.e. os jogos de comutador que as salas com o mesmo nome imortalizaram!). No imediato, a combinação pode não parecer a mais coerente, para mais se juntarmos Adam Sandler e a sua trupe, porém, ninguém (com mais de 25 anos) consegue resistir a Pac-Man, Donkey Kong, Centipede ou Super Mario.

A premissa é bastante simples, ainda que mirabolante.
A Terra é alvo de um ataque concertado e violento. Os seus agressores chegam-nos sob a forma dos heróis (e vilões) dos videojogos que fizeram história nos anos 80… e cujas imagens tinham seguido numa sonda enviada para o espaço trinta anos antes.
Impotentes para contrariar a ofensiva arcadiana, os chefes de estado dos EUA e do Reino Unido vão recorrer a um grupo muito específico de indivíduos, os campeões dos jogos de arcade dos anos 80, em suma um grupo de geeks e nerds que trinta anos antes eram verdadeiros super-heróis, no que aos videojogos diz respeito. Sam Brenner (Sandler), Ludlow Lamonsoff (Josh Gad), Eddie ‘The Fire Blaster’ Plant (Peter Dinklage) e Will Cooper (Kevin James) irão, assim, medir forças com Pac-Man, Donkey Kong e uma panóplia infindável de (antigos) estrelas dos videojogos.
O prémio? A salvação do nosso planeta!

Naturalmente o enredo tem os seus percalços e as suas excentricidades mas é um regalo para os olhos ver os amigos digitais de outros tempos ganhar vida… mesmo que com um ar mais malicioso do que seria previsível. Para mais em IMAX 3D, onde os bonecos pixelizados ganham outra dimensão, outra proximidade, outra diversão!

É cinema de entretenimento. Preguiçoso, desbragado, descomplexado, até idiota, às vezes, mas a verdade é que diverte e faz reviver bons velhos tempos, como poucos.

Continuo sem ter a certeza se é preferível ter 20, 30, 40 ou 50 anos para desfrutar em pleno desta nostálgica viagem arcadiana pelos anos 80. Ainda assim, independentemente da geração, acredito que todos, sem exceção, irão sentir apreço pela forma como estes nos são apresentados.

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Tinha de ser!

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