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“Quarteto Fantástico (Fantastic Four)” de Josh Trank


Se o filme está longe de convencer, a “novela” que se seguiu em torno das responsabilidades pelo debacle apenas ajudou a tornar ainda mais penosa a sua análise.

Josh Trank deu nas vistas com Chronicle – inédito aqui no Doces ou Salgadas? – filme muito bem recebido pela crítica e que deixava antever um talento especial no jovem realizador californiano. Essa boa onda gracejou-lhe o papel de responsável máximo pela nova adaptação do mais Fantástico Quarteto da BD e, também, a realização de um dos projetos paralelos do renovado universo Star Wars.

Até que a Disney anunciou o seu afastamento (da Guerra das Estrelas) e, em simultâneo, surgiram notícias sobre o prolongamento das filmagens deste Fantastic Four. E o resto é história (de cinéfilos).

Para a posterioridade fica um filme com um enorme potencial mas que ficou incompreensivelmente bem aquém das expetativas. Para além da riqueza narrativa e cinematográfica de Mr. Fantastic, Human Torch, Invisible Woman e The Thing, temos um elenco de super-heróis recheado de jovens promessas e certezas da 7ª arte: Miles Teller, Kate Mara, Michael B. Jordan e Jamie Bell, um realizador com uma visão efervescente e todo um público sedento de rever um dos grupos mais admirados dos comics.

Porém, algures no sempre complexo processo criativo em torno de personagens tão amadas e conhecidas, a indefinição e um perigoso (des)equilíbrio de poderes entre realizador e produtores acabou por resultar num filme indeciso, sombrio, fugaz.
Os mais atentos podem até descortinar algumas lacunas de continuidade e adereços mas, para nós, o que fica realmente é um filme que termina basicamente onde devia ter começado!

Um pouco à imagem do que aconteceu com (The Amazing) Spider-Man, o hiato entre este F4 e o anterior – menos de 10 anos – faz com que alterando um ou outro detalhe e/ou contexto, os heróis sejam os mesmo, os seus poderes idênticos, a sua origem recorrente. O que acabamos de ver pode até ser mais sombrio, mais enigmático, mais real do que a versão de Tim Story mas é, no máximo, mais do mesmo. E quando chegamos a um ponto de divergência, o filme simplesmente… acaba.

Reed Richards (Teller) e Ben Grimm (Bell) não podiam ter origens mais distantes mas, ao longo de vários anos construíram uma amizade inquebrável. Reed é um génio científico, Ben um rapaz de poucas palavras. Johnny e Sue Storm (Jordan e Mara), irmãos improváveis e distantes que juntam esforços e conhecimentos para concluir o projeto de teleporte de Reed. Juntamente com estes 4 jovens, temos ainda Victor (Toby Kebell) o comum cientista louco incompreendido.
A ambição, o acidente, o desespero e, por fim, a união, irão moldar cada um destes 5 jovens, tornando-os no que todos já conhecemos.

Não nos restou grande empatia, admiração ou consideração pelo rumo assumido pelo filme. Chega a ser desesperante que um Quarteto tão talentoso e promissor como este corra o risco de se tornar num dos maiores fracassos da História das adaptações de BD para cinema, ao ponto de nem chegar ao segundo tomo.

Seria, sem dúvida, um imenso desperdício de talento, ideias e cumplicidades mas como será possível recuperar de tamanho desastre?

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