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“O Agente da U.N.C.L.E. (The Man From U.N.C.L.E.)” de Guy Ritchie


Ótimo entretenimento num filme divertido, inteligente e excitante.

A fórmula “Guy Ritchie” continua a dar frutos, desta vez na adaptação de uma série de TV de relativo sucesso dos anos 60. Tendo a Guerra Fria como pano de fundo e um apurado sentido cinematográfico como receita, The Man From U.N.C.L.E. é, muito provavelmente, o filme mais subvalorizado deste Verão!

Henry Cavill (Man of Steel) e Armie Hammer (The Lone Ranger) são só propriamente Robert Downey Jr. (e Jude Law) – o(s) protagonista(s) de Sherlock Holmes, certo!? – mas em conjunto com a peculiar Alicia Vikander, conseguem construir uma bela equipa.
Se a nível de desempenhos o filme está muito bem servido, nas demais áreas é realmente virtuoso. Banda-sonora de exceção, som, montagem e direção artística eletrizante e nostálgica, enredo inteligente e saudosista. Está TUDO lá!

Napoleon Solo (Cavill), mulherengo, vigarista, improvisador, agente (independente) da CIA. Illya Kuryakin (Hammer), frio, implacável, metódico, agente da KGB. Arqui-inimigos instantâneos, os dois agentes secretos terão de unir esforços (e estilos) ao serviço de uma nova unidade conjunta de resposta a ameaças planetárias.
Tendo a frágil Gabi Teller(Vikander) como elo de ligação e a feroz Victoria Vinciguerra (Elizabeth Debicki) como alvo primordial, americano e soviético colocarão as diferenças de lado em prol de um inimigo comum… ou pelos menos tentarão!

Com um grande ritmo, fruto de um argumento inspirado e de uma realização em alta rotação, a história evolui coerente e consistentemente enquanto as personagens vão-se misturando com maior naturalidade. Após um início mais seco, o humor vai acompanhando a ação e pontuando os momentos de maior virilidade com detalhes preciosos. Em IMAX (mesmo sem 3D), acabamos envolvidos por uma época (os anos 60) e uma era (a Guerra Fria) por norma retratadas com demasiada soturnidade pela 7ª arte.

Guy Ritchie continua em grande forma. Ritmo incessante, montagem inovadora e, no geral, um filme agradabilíssimo, divertido e competente. Tem um pouco de tudo: humor, romance, ação, intriga, História.

Uma das grandes surpresas deste Verão que (apesar de mal tratado nas bilheteiras) tem todas as condições para uma reedição num futuro próximo. Assim o esperemos.

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