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“A Visita (The Visit)” de M. Night Shyamalan


M. Night Shyamalan – outrora o maior realizador da sua geração, com uma série de filmes imaculados e eternos (iniciada com The Sixth Sense) – parece ter chegado ao fim da sua longa travessia do deserto (que inclui, por exemplo, The Happening e After Earth) mas para o fazer terá “vendido a alma ao diabo”.

Bem vistas as coisas, pouco mais lhe restavam. Arrasado pela crítica e ignorado pelo público (mais novo) restou ao realizador norte-americano de origem indiano unir-se ao produtor Jason Blum (responsável por sucessos como Paranormal Activity ou Insidious) numa última tentativa para ganhar novo fôlego e arranjar trabalho.

O resultado é um filme razoável que vive bem mais dos triviais truques de imagem e som do género (de terror/suspense), do que propriamente no engenho e originalidade do argumento e realização de Shyamalan. Ainda assim, em boa verdade, garantiu-lhe um sucesso de bilheteiras – na relação custo-benefício – e, pelo menos, a restauração do respeito por parte da crítica especializada e, sobretudo, do público mais jovem.

Com um reduzido orçamento, tendo por cenário uma casa e como protagonistas um quarteto (ou quinteto) de atores pouco conhecidos, o filme tenta ao máximo tirar partido do lado artesanal que o enquadra, aproveitando-o para esconder algumas das suas lacunas e incoerências. Com maior ou menor sucesso.

Tyler e Becca (Ed Oxenbould e Olivia DeJonge, respetivamente) são recambiados pela sua mãe (Kathryn Hahn) para passar uma semana com os avós (Deanna Dunagan e Peter McRobbie)… que estes nunca conheceram. Anos atrás, após uma acesa discussão ela terá abandonada a casa dos pais, sem nunca mais olhar para trás!
Durante o dia a relação entre netos e avós é perfeitamente normal mas, à noite, coisas estranhas acontecem. E à medida que os miúdos começam a questionar e investigar o que se passa, as respostas que vão obtendo apenas servem para os deixar (ainda) mais intrigados!

Confesso que as expetativas estavam em alta, apesar do descalabro total nos seus últimos filmes. A informação que vinha chegando falava em redenção e regresso (mais ou menos triunfal). No entanto, a partir do momento que se começa a desconfiar (cedo demais!) do twist que o filme nos reserva pouco mais há a aproveitar. Fica, ainda assim, a ideia que melhores dias virão…

Como filme de terror/suspense The Visit funciona (como qualquer outro) mas para quem viu Shyamalan no seu auge, sabe OBRIGATORIAMENTE a (muito) pouco!

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