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“Black Mass – Jogo Sujo” de Scott Cooper


Johnny Depp é enorme, imenso!

Apesar de não concordar em pleno com ela, há uma coerente falange de admiradores do ator que o “acusam” de desempenhar sempre o mesmo papel. Os mesmos tiques, o mesmo olhar (de maluco), o mesmo padrão de comportamento. Parece que Depp estava disposto a provar o contrário!

O seu desempenho como James ‘Whitey’ Bulger coloca-o na linha da frente (talvez demasiado cedo!) para os prémios deste ano, fruto de um desempenho eletrizante, repugnante e poderoso. Desconheço se o Sr. Bulger aprovaria mas fica, no mínimo, a ideia que este não era pessoa para muitos amigos (ou inimigos!).
Esporadicamente conseguimos vislumbrar o ator por detrás da “máscara” mas é meramente de relance e apenas durante o tempo estritamente necessário para nos lembrarmos quem lhe dá corpo e voz.

Se Depp é tudo isso, Black Mass deixa algo a desejar. Os rótulos (e comparações) não ajudaram mas faltou alma a um filme que tinha tudo para ser bem mais contundente. Scott Cooper conta no seu currículo com duas obras altamente cotadas, Crazy Heart e Out of the Furnace (curiosamente ambas inéditas no Doces ou Salgadas?), mas não conseguiu encontrar um filme para lá de Depp. Diga-se, em abono da verdade, que o protagonista monopoliza atenções e elogios mas seria de esperar mais de um elenco que conta com nomes como Benedict Cumberbatch, Joel Edgerton, Kevin Bacon, Peter Sarsgaard ou Dakota Johnson.

Finais dos anos 70, o crime organizado (italiano e irlandês) ameaça a precária estabilidade de uma cidade explosiva. De regresso a Boston, o agente do FBI John Connolly (Edgerton) propõe aos seus superiores um acordo de “cavalheiros” com um dos mais poderosos gangsters da cidade, James ‘Whitey’ Bulger (Depp), seu amigo de infância. O plano passava simplesmente por erradicar a máfia italiana mas o que se seguiu não é propriamente bonito de se contar!

A história é realmente incrível mesmo que a esta distancia não pareça assim tão mirabolante quando comparada com outros alianças entre “o bem e o mal”. Talvez isso justifique a opção de Cooper em abarcar diferentes sub-enredos (como o IRA ou o poder político) sem precaver o seu impacto no desenrolar da história.

De facto, havia muito para contar (e explicar) mas para o bem do filme talvez não tivesse sido má ideia fugir a essa tentação. Keep it simple, como os americanos gostam de dizer.

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