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“Everest” de Baltasar Kormákur


Dói só de ver…
Estou certo que quando o seu inventor idealizou o IMAX 3D tinha em mente filmes como este!

Everest, o filme, transporta-nos para o topo da montanha mais alta do nosso planeta, a derradeira fronteira entre os Homem e as suas limitações. Estamos quase lá, falta-nos apenas sentir o frio glaciar (para quando o 4D?) e o ar rafeiro. Já no que toca à visão e à audição acredito que não seja muito diferente da realidade!

Mas Everest não é meramente um documentário do National Geographic Channel (sem qualquer desprimor, entenda-se!). O filme retrata com ávida dureza, a história verídica de um grupo heterogéneo de “alpinistas” que escalou até ao ponto mais alto da Terra durante a primavera de 1996. Porém, aquilo que já seria à partida uma intrépida aventura com consequências imprevisíveis, tornou-se, a dada altura, um pouco pior!

De todos os destaques individuais que se pode fazer: Jason Clarke, Josh Brolin, Jake Gyllenhaal ou, até, Keira Knightley, o maior deverá ir, efetivamente, para o Everest, a montanha. Não há muitas palavras para (a) descrever… até porque a quase 9.000 metros de altitude não é muito fácil… falar! Nesse sentido, parece óbvio o tremendo trabalho de Baltasar Kormákur e restante equipa.

Salvatore Totino, o diretor de fotografia, pode muito bem almejar a uma nomeação aos Oscars®, assim como os responsáveis pela Edição e Mistura de Som, Glenn Freemantle e Niv Adiri (vencedores há 2 anos por Gravity). Quanto ao realizador islandês, as portas de Hollywood parecem, mais do que nunca, escancaradas. Depois de 2 filmes razoavelmente bons com Mark Wahlberg (Contraband e 2 Guns), o patamar alcançado é agora, inquestionavelmente, diferente.

Meados da década de 90. As expedições ao monte Everest começam a tornar-se, de forma demasiado expedita, num pacote turístico ao alcance de qualquer um, ao invés de serem um mero sacrifício final para alpinistas de topo. Essa massificação da montanha mais impiedosa do mundo coloca Rob Hall (Clarke) e Scott Fischer (Gyllenhall) em amena competição pela expedição mais vangloriada. Mas a mais de 8.000 metros de altitude a competição é, de facto, entre o Homem e a Montanha e, mesmo no melhor cenário possível, esta será impiedosa!

Fica, de facto, um acrescido misto de fascínio e temor para com a montanha mais alta do planeta. Confesso que nunca me passou (nem passará!!) pela cabeça subir até ao seu cume mas depois de vê-la no cinema acho que consigo compreender (ao de leve) o que passa pela cabeça dessa gente.
Que ganda malucos!!

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