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“Maze Runner: Provas de Fogo (Maze Runner: The Scorch Trials)” de Wes Ball


Talvez a responsabilidade nem seja de Wes Ball (realizador), de T.S. Nowlin (argumentista) ou de Dylan O’Brien e seus comparsas de aventuras mas a sequela de The Maze Runner, adaptação da obra homónima de James Dashner, não faz justiça ao seu antecessor.

Há um ano atrás (mais coisa, menos coisa), as aventuras de um grupo de miúdos preso numa cordilheira, sem qualquer noção de como lá tinha ido parar – nem como de lá sair! – agradou pela inteligência e entretenimento, ajudando a cimentar a forte tendência dos YA films (Young Adult Films).
Naturalmente, na altura, as expetativas eram outras (ou quase nenhumas) e não seria necessário grande virtuosismo para surpreender.

Pois bem, 12 meses passados, após o (relativo) sucesso do primeiro capítulo, chega-nos The Scorch Trials já um filme com outro estatuto, outras ambições e com outras obrigações.
A história evoluiu. O labirinto era apenas o início de algo bem mais perigoso e cruel… mas o resultado, para já, é algo demasiado insípido, disperso e confuso.

Obviamente que não estávamos à espera de novos enigmas (leia-se labirintos) sociológicos ou aventureiros nem de voltar a ver Thomas, Minho, Teresa, Newt, simplesmente, correr por entre altas paredes para tentar salvar as próprias vidas. Ficou evidente que algo bem maior nos esperava mas o espírito, a magia, que catapultou The Maze Runner para as luzes da ribalta perde-se por completo na sua sequela.

Rezam as crónicas que as alterações ao enredo original (quando comparado com o seu homónimo literário) não ajudaram no rumo e dinâmica que a história seguiu, ao ponto do próprio realizador já ter vindo garantir que o desenlace – no terceiro e derradeiro capítulo da franchise – será bastante (mais) próximo do idealizado por Dashner.

Após fugirem do labirinto Thomas (O’Brien), Teresa (Kaya Scodelario), Newt (Thomas Brodie-Sangster) e Minho (Ki Hong Lee) são encaminhados para umas instalações de alta segurança onde encontraram outros jovens em idênticas condições.
Porém, à medida que as suas questões permanecem por responder, os jovens acabam por unir esforços para descobrir um pouco mais sobre o seu sinistro passado e o seu irrequieto presente… ao ponto de encetarem uma corajosa fuga, com consequências totalmente imprevisíveis.

Muito enredo é desbravado, vários cenários são envolvidos mas nós acabamos relegamos para segundo plano. Ao não optar entre esconder tudo ou relevar toda a informação primordial, o filme de Wes Ball vale pela sua maior abrangência narrativa mas perde, claramente, ao não ter um fio condutor e, sobretudo, ao perder quase toda a sua originalidade.

Nunca é fácil a função dos segundos capítulos entre trilogias coerentes – ou seja, aquelas com princípio, meio e fim separados harmoniosamente em 3 capítulos – e este é mais um evidente caso.

Esperemos que The Death Cure ajude a dar razão a este The Scorch Trials porque mesmo não sendo um mau filme… deixou demasiado a desejar!

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