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“The Walk – O Desafio” de Robert Zemeckis


Antes de começar convém esclarecer que assistimos à versão digital 3D. Curiosamente, e retirando aqueles 20m finais, não nos pareceu filme para IMAX (mas se calhar é só a inveja a falar).

Philippe Petit era/é um GANDA MALUCO… mas isso nós já sabíamos depois de Man on Wire – o documentário de James Marsh que arrebatou um Oscar® em 2009. O sucesso e o fascínio da história levou Robert Zemeckis a ficcionalizar a incrível e indescritível história do único homem a caminhar ao longo de um cabo de ferro entre o TOPO das Torres Gémeas em Nova Iorque.

Para quem quer estar a par da História não há nada como recuperar o premiado documentário, para os demais, que pretendem apenas um bom entretenimento, o filme serve na perfeição.
Apesar de caricato (especialmente pelo sotaque), o desempenho de Joseph Gordon-Levitt como protagonista convence e valoriza-o, especialmente durante a primeira parte do filme onde, a ausência de espetaculariedade estética, obriga a outras competências.

Charlotte Le Bon e Ben Kingsley compõem o ramalhete de forma competente mas sem grande brilho ou relevância, perdendo, por completo, no “confronto” com Joseph. Mas seria difícil que não fosse assim. A história pertence na totalidade a Petit. O pequeno francês que um dia teve um sonho mirabolante e que não sossegou enquanto não o concretizou. Pelo caminho arrastou uma pequena falange de apoiantes, simpatizantes e malucos que o ajudaram na empreitada que ficou conhecida como o crime artístico do século XX! Nada mais justo.

Ainda em meados da década de 60, encontramos Philippe Petit (Gordon-Levitt) a vaguear pelas ruas de Paris, à procura de uma inspiração, de um rumo para a sua vida. O acaso levar-lhe-à ao encontro de Papa Rudy (Kingsley), um hábil e talentoso trapezista, especializado em caminhar ao longo de um cabo de aço.
Essa frágil noção de equilíbrio irá nortear o resto da vida e é já na companhia de Annie (Le Bon), sua cúmplice e parceira, que descobrirá o sonho que marcará decididamente a sua vida. A 6 de agosto de 1974, depois de um elaborado plano de ação, Petit caminhará ao longo de um cabo de aço estendido, a mais de 400 metros de altitude, entre as duas Torres Gémeas de um World Trade Center prestes a ser concluído!

Durante a larga maioria do tempo estamos perante uma comédia dramática ao longo da qual ficamos a conhecer um pouco melhor os antecedentes de Petit e todos os preparativos que conduziram até à sua indescritível façanha. Com a exceção de um ou outro fait-divers é pouco, especialmente quando comparado com o que se segue. Em 3D (ainda mais em IMAX 3D, imagino), os últimos 20m são, no mínimo, arrepiantes.

Robert Zemeckis, como não podia deixar de ser, oferece-nos um filme bastante competente e interessante, deixando para a recta final algumas das imagens mais marcantes deste ano cinematográfico.

Mas soube a pouco. Demasiado desequilibrado, o filme arrasta-se um pouco na ânsia de prolongar a espera e (tentar) maximizar a expetativa em torno da memorável travessia.

Fica para a História… mais o feito do que propriamente o filme.

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