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“007 – Spectre (Spectre)” de Sam Mendes

Depois dos rasgados elogios a Skyfall, ainda para mais concentrados no desenlace e no nostálgico novo mundo construído por Sam Mendes na sua primeira incursão pelo panorama cinematográfico do mais famoso espião do Planeta, NUNCA seria pacífico falar sobre a sua sequela.

Após um prolongado processo de “vai e volta”, Mendes aceitou regressar (no mínimo) para mais um capítulo de 007. Daniel Craig, naturalmente, volta a dar corpo a um James Bond dos tempos modernos. Amargurado, sofrido, dividido entre o dever e a emoção mas (im)perfeito e implacável. Aos poucos Bond, o franchise, volta a fazer sentido, a ter uma estrutura que suporta o seu protagonista, que o valoriza, que o conecta com o seu passado cinematográfico.

E se é verdade que Spectre parece mais uma longa homenagem auto elogiosa, recuperando o que de melhor Bond nos ofereceu ao longo de mais de 50 anos de filmes – a clínica nos Alpes, o ski, as grandes perseguições automobilísticas, a maléfica organização de tentáculos invisíveis, a carruagem-cama, o maléfico oásis no meio do deserto, o regresso a Londres – não é menos verdade que Mendes e, sobretudo, Craig merecem, mais do que ninguém, desfrutar desta nova realidade.

20 anos depois, Bond, o franchise, volta a ter todos os ingredientes para ser um grande filme de ação, aventura e romance…. seria estranho que outro vestisse a pele de 007 durante os próximos 120m, mesmo que Craig já tenha (mais ou menos) garantido que os seus dias ao Serviço de Sua Majestade chegaram ao fim.

Spectre prossegue a narrativa de Skyfall (e dos restantes filmes da série protagonizados por Daniel Craig) desde o primeiro minuto. TUDO o que Craig viveu como Bond volta para as luzes da ribalta. O traumático desenlace do filme anterior é o elo de ligação mais forte mas serão vários os fantasmas do passado que voltam para o assombrar.
Cidade do México, Roma, Tangier, os Alpes austríacos, Londres, são os palcos principais de um impetuoso ajuste contas (com o passado). Bond (Craig) estará mais acompanhado que nunca. M (Ralph Fiennes), Q (Ben Whishaw), Moneypenny (Naomie Harris) e um par heterogéneo de bond girls (Monica Belluci e Léa Seydoux) do séc. XXI, são bem mais do que meros artefactos de decoração.

Nem tudo são rosas, no entanto.
Sam Smith e o seu Writings in the Wall não fazem esquecer Adele e o tema homónimo do anterior filme e, pese embora a mestria com que Mendes remata 10 anos de Daniel Craig como Bond, do ponto de vista individual os últimos 20m do filme são fáceis/preguiçosos demais para um agente secreto de tamanho gabarito.

Craig pode-se orgulhar de ter deixado a sua marca. Mesmo que jamais volte a conduzir o Aston Martin, o seu nome ficará para sempre gravado no memorial bondiano.

Quanto ao filme propriamente dito. Ação de primeira água. Explosões, perseguições, intriga (palaciana), surpresas, regressos e absolvições, cenários exóticos, máquinas vibrantes, duelos, seduções, compaixões e revelações. Tem tudo do bom e do melhor, quase um Best Of daquilo que Bond nos habituou.

Naturalmente, obrigatório!
Ainda que não nos tenha satisfeito plenamente.

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