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“No Coração do Mar (In the Heart of the Sea)” de Ron Howard


Na verdade, as questões relativamente a este In the Heart of the Sea decorrem da sua própria génese.

Desenvolvido para funcionar como um filme de entretenimento, ainda que com uma dose acentuada de documento histórico, o seu lançamento esteve previsto para o início deste ano, numa altura em que o público começa a procurar sessões mais leves e despretensiosas. Porém, após as primeiras visualizações, foi tomada a decisão de adiar a sua estreia uns quantos meses de forma a colocá-lo em plena “temporada dos prémios”.

Mas não foi por adiar a sua estreia que a mais recente obra de Ron Howard tornou-se mais séria ou menos aventureira. A meio caminho entre diversão e seriedade, In the Heart of the Sea acaba por ser demasiado duro para divertir e demasiado ligeiro para ser marcante.

A história de Moby Dick, imortalizada pela pena de Herman Melville em meados do séc. XIX, tem por base uma história verídica de homens, de um barco, o Essex, afundado no Pacífico Sul algumas décadas antes, e de uma baleia extraordinária, entre muitas dezenas de outras. É essa História, verídica, que Ron Howard e o argumentista Charles Leavitt, transpõem para a 7ª arte… e para uma sala IMAX.

A bordo do Essex seguiam o capitão George Pollard (Benjamin Walker), o 1º Imediato Owen Chase (Chris Hemsworth), o experiente marinheiro Matthew Joy (Cillian Murphy) e o novato Thomas Nickerson (Tom Holland), entre outros. Baleeiros em busca do El Dourado, o óleo das baleias – um bem de valor inestimável há época.
Desconfianças iniciais e o infortúnio da natureza, estendiam a viagem para lá do previsto, temporal e geograficamente, quando é tomada a decisão de viajar para águas praticamente desconhecidas mas aparentemente bastante promissoras.
Mas nada os poderia preparar para o que se seguiria. A força, determinação e sagacidade de uma… baleia de dimensões e convicções anormais. E seria apenas o começa de uma luta (pela sobrevivência) desigual.

Meia dúzia de cenas de cair o queixo em IMAX, efeitos especiais competentes, longos momentos de cortar a respiração, intensidade dramática, aventura, dor.
Se o filme nunca chega a encontrar o seu rumo, o seu tom, sua alma, não é por falta de oportunidades. Bem pelo contrário, será mesmo essa dispersão de conceitos que condiciona a evolução do filme e o torna numa obra difícil de enquadrar e de assimilar.

Há tanto por contar, tanto por experienciar, que o mais natural será mesmo sentirmo-nos perdidos… e inquietos pelo rumo da história e pelo contraste emocional que ela obriga.

Gostei mas apesar dos seus melhores esforços não me encantou nem termos dramáticos, nem em termos visuais.

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