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“Star Wars: O Despertar da Força (The Force Awakens)” de J. J. Abrams


Foi como voltar a ter 5, 10 ou 15 anos. A antecipação, a expetativa, a preparação. 16 (e/ou 38) anos depois, o recomeço de mais uma trilogia da mais amada franchise da 7ª arte, era um misto de nostalgia, deslumbramento e exigência.

J.J. Abrams, um dos mais conceituados realizadores (de filmes de aventura) da atualidade, responsável, por exemplo, pelo regresso de Star Trek à grande tela ou pelo primoroso Super 8, é o homem por detrás da câmara.
O elenco original está praticamente todo de regresso. Harrison Ford, Mark Hamill e Carrie Fisher voltam a ser Han Solo, Luke Skywalker e a Princesa Leia, respetivamente, e voltamos, também, a encontrar C3-PO, R2-D2 e Chewbacca.

Mas estamos perante novos tempos, novos heróis (e vilões), novas aventuras. Adam Driver, Daisy Ridley, John Boyega e Oscar Isaac são os novos cabeças de cartaz das renovadas Guerras das Estrelas. Personagens mais humanas, mais reais, com cara, corpo e membros, Com emoções, sentimentos e passado. E temos também um novo droid, BB-8. Uma riqueza!

Infelizmente, no que à história diz respeito, as novidades ficam-se por aqui. Não sei se para ser Star Wars é necessário repetir (até à exaustão) o mesmo enredo, as mesmas incertezas, as mesmas soluções, a mesmíssima estrutura narrativa. Abrams (e Michael Arndt) é brilhante na forma como compõe as personagens principais (e secundárias), como as preenche com pequenos detalhes e as torna reais, familiares, (im)perfeitas. Mas não chega.

A dada altura, envoltos em novas aventuras, surpresas e revelações, começamos a estranhar o rumo “familiar” da história. Nos detalhes The Force Awakens é um novo mundo, no substancial é, infelizmente, mais do mesmo.

Os acérrimos fãs de Star Wars, assim como os mais novinhos que pouco ou nada conhecem d’A Guerra das Estrelas sairão da sala de cinema, encantados com o resultado final. Fiel ao seu legado, com doses hollywoodesca de efeitos especiais, de aventura e de ação, este capítulo VII é entretenimento garantido, é nostalgia assegurada, é um novo e próspero Mundo à nossa espera.

Comparações à parte, prefiro a abordagem que J.J. fez a Star Trek do que a de agora.
Talvez a pressão e a liberdade (criativa) fossem totalmente distintas mas por muito maravilhado que tenha ficado com a experiência de ver The Force Awakens no IMAX, ao chegar a casa há um sentimento de vazio (narrativo) que não consigo ultrapassar.

Para os próximos capítulos queremos mais… e melhor… e diferente do que já vimos anteriormente!

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