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“Um Avô Muito à Frente (Dirty Grandpa)” de Dan Mazer


É uma das surpresas deste Inverno, a diferentes níveis.

Primeiro por se tratar, na prática de uma raunchy comedy, bem mais apimentada do que seria suposto à partida, quer pelo nome dos envolvidos, quer pelo tom que parecia perceber-se do trailer.
Segundo por ter superado as expetativas – que não seriam lá grande coisa à partida, deva-se reconhecer – sobretudo pela coragem em arriscar, em expor, em fazer rir.
Por fim, o seu resultado nas bilheteiras. Após uma estreia pouco mais do que mediana, o filme tem encontrado o seu público, juntos dos mais jovens “efeito Efron” mas, também, dos menos jovens “efeito DeNiro“.

No seu cômputo geral, Dirty Grandpa está longe de ser um filme extraordinário mas tem os seus momentos, disso não temos dúvidas. Irreverente, badalhoco às vezes, mas cheio de sentido e de propósito, no meio daquela maluqueira toda. De Niro pode ter deixado de ser nomeado aos prémios mas ninguém lhe pode dizer que não se anda a divertir à brava!

Quando fica viúvo, Dick Kelly (De Niro) convence o seu neto preferido, Jason Kelly (Zac Efron) a acompanhá-lo na sua habitual viagem das férias da Páscoa em direção à praia. Jason está apenas a uma semana de casar com Meredith (Julianne Hough) mas não sem antes o seu avô lhe mostrar todas as outras possibilidades que a vida lhe pode reservar.

Misto de road trip e despedida de solteiro, esta Spring Break à moda dos Estados Unidos tem todos os condimentos de uma comédia explosiva e bem apimentada. Efron e De Niro não seriam os mais expetáveis protagonistas deste tipo de filme mas à medida que o enredo vai evoluindo – e algumas surpresas vão sendo reveladas – começa tudo a fazer um pouco mais de sentido.

Como é norma (no género cinematográfico em questão), o desenlace é um pouco preguiçoso e apressado, resolvendo demasiadas questões num reduzido espaço de tempo e da forma mais previsível possível. Porém, a função de Dirty Grandpa não será, certamente, a de incentivar a grandes debates sociológicos mas bem mais a de entreter, nem que seja da forma mais frívola possível. E quanto a isso, nada a apontar.

Numa altura em que as salas de cinema estão inundadas de filmes sérios e assustadores, na sua larga maioria baseados em histórias verídicas, sabe sempre bem entrar e sair da sala de cinema com um sorriso nos lábios.

Afinal, para tristezas já nos chega o dia-a-dia.
Certo?!

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