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“Batman v Super-Homem: O Despertar da Justiça (Batman v Superman: Dawn of Justice)” de Zack Snyder


Não é fácil gerir a expetativa de ser “o filme mais aguardado do ano!“.

O estrondoso sucesso do MCU (Marvel Cinematic Universe) obrigou – à falta de palavra mais contundente – os responsáveis da DC Comics a desenvolver um projeto semelhante, a partir dos seus super-heróis.
É verdade que Christopher Nolan tinha tornado Batman num dos mais amados super-heróis deste novo milénio mas não era menos verdade que o seu Dark Knight era um caso isolado num longa lista de projetos “malditos” (Green Lantern, Elektra, Daredevil).

Zack Snyder e o seu Man of Steel deram o “tiro de partida” e após um exaustivo processo criativo, mais sinuoso do que uma qualquer montanha-russa, eis que o Universo Cinemático da DC Comics começa a ganhar contornos de franchise. Só para registo, num só filme temos um ‘novo’ Batman, uma promissora Wonder Woman, um soberbo Lux Luthor, um lamiré de Aquaman, Flash, Cyborg e, naturalmente, o regresso do Homem de Aço. Ena pá!!

Fantásticas cenas de ação, Um vilão de imenso talento. Dois protagonistas em grande forma. Faltou, talvez uma sala de IMAX (3D) a abarrotar para se sentir aquela dose extra de adrenalina no ar.

A forma como a ação de Man of Steel se enquadra no universo Batman/Bruce Wayne funciona na perfeição. Aliás, o enredo de forma global mantém uma implacável coerência mesmo quando introduz novas (e importantes) personagens que à primeira vista não se enquadrariam de forma tão linear…
O grande senão é mesmo a extensão do preâmbulo inicial. Percebe-se o “gosto” dos cineastas em marcarem as origens (especialmente as dolorosas) das suas personagens principais, mas repetir à exaustão aquilo que até o mais distraído dos espetadores está cansado de saber, não terá sido uma grande ideia.

Instigados (em lume brando) pela primorosa maleficência do jovem Lex Luthor (Jesse Eisenberg), Bruce Wayne (Ben Affleck) e Clark Kent (Henry Cavill) ou melhor, Batman e Superman, são conduzidos para um violento e decisivo confronto. Porém, esta batalha (de egos??) é apenas o culminar de um plano (maquiavélico) com diferentes ramificações e consequências devastadoras. Estaremos, realmente, perante o começo de uma nova era (de justiça)?

Para além da sempre competente dupla de protagonistas destaque para o magnífico desempenho de Jesse Eisenberg e para a surpreendente (pela positiva) presença de Gal Gadot no papel de Wonder Woman. Zack Snyder também surpreende ao explorar com maior vigor do que seria expetável (e desejável?) as motivações pessoais de ambos os super-heróis, colocando a ação e os efeitos especiais em segundo plano durante uma boa parte do tempo.

É um filme pipoca por excelência. Mais humano e introspetivo do que seria normal e, igualmente, mais sombrio e negro do que aquilo que a Marvel nos tem habituado. No entanto, olhando para a origem dos principais super-heróis da DC Comics não terá sido assim tão inesperado… ou aborrecido.

O desafio está lançado. A Marvel segue na liderança fruto, acima de tudo, de sensivelmente 5 anos de avanço para a DC Comics. Mas não faltarão argumentos de parte a parte, para uma saudável e profícua batalha (nas bilheteiras) entre os 2 gigantes da BD.
#QuemVencerá ?

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