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“Da Série Divergente: Convergente (The Divergent Series: Allegiant)” de Robert Schwentke


Apesar de tudo é, até ao momento, o melhor filme da série.

Não tem o espectro de novidade de Divergent, nem a alma de rebelião de Insurgent mas este terceiro capítulo acaba por revelar-se uma agradável surpresa. É um filme com princípio, meio e fim (o que parece pouco mas dado o historial recente da divisão de 1 livro em 2 filmes, é transcendente!), algo morno a dada altura mas que se revela cativante, quer pelo desenlace quer pelas revelações que vai fazendo pelo caminho.

O desempenho de Shailene Woodley, Theo James, Zoë Kravitz, Ansel Elgort e Miles Teller continua meio “plástico” (i.e. artificial) – especialmente perante as provas dadas pela maioria em outros trabalhos -, a história pode fugir a passos largos do enredo proporcionado por Veronica Roth e os mais veteranos, Jeff Daniels, Octavia Spencer e Noami Watts, podem parecer mais deslocados do que nunca mas há lá, inquestionavelmente, entretenimento de boa qualidade.

Após descobrirem que não estão sozinhos, Tris, Four e demais companheiros procuram a todo o custo ultrapassar as barreiras da cidade para confrontar os seus “criadores”. Porém, o clima de tensão que se vive na cidade e o omnipresente medo pelo desconhecido tornam esta aventura cada vez mais imprevisível e necessária.
E as surpresas não cessarão de aparecer. Pureza, defeitos, virtudes e mentiras continuarão a fazer parte do quotidiano dos nossos heróis, em Chicago ou em qualquer parte do (que resta do) mundo.

Fica a ideia que, aqui e ali, o filme tende a dispersar-se, dada a preocupação em demonstrar o quão maquiavélicos podem ser aqueles que encerraram Chicago e as suas fações à sua própria mercê. Porém, se nos focarmos no essencial – ou seja, a relação de Tris e Four e os seus propósitos altruístas – o resultado final é deveras agradável e promissor.

The Divergent Series terá, sempre, a seu favor e contra si, o momento em que chega ao grande público. A proliferação de aventuras juvenis (de Harry Potter a Hunger Games, passando por Twilight Maze Runner) elevou a fasquia no que ao género diz respeito… ao mesmo tempo que tornou qualquer história minimamente cativante num franchise.

Divergent tem todos os ingredientes para continuar a aumentar a sua legião de seguidores. A pressão está agora sobre Lee Toland Krieger (The Age of Adaline) que assumiu as rédeas do projeto para o último capítulo e tem a responsabilidade de torná-lo memorável e a série definitivamente relevante! Coisa pouca.

Quanto a Allegiant, este não decepcionará os seus fãs e, acredito, ajudará ainda a cativar alguns mais!

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Comments

  1. Frederico Daniel diz:

    Da Série Divergente: Convergente: 4*

    Concordo o filme não é tão mau como o pintam, surpreendeu-me pela positiva.
    Eu até gostei do desempenho dos atores que mencionou e agora que o filme foi dividido em dois e devido a ter sido um fracasso de bilheteira a segunda parte não vai estrear nos cinemas nos EUA.
    Acho a decisão absurda e poderiam fazer um filme com menos custos para o estrearem nos cinemas, porque ir apenas para a televisão não é nada bom.
    O filme também me surpreendeu e deve-se a ser muito mais futurista do que achei quando li o livro, o que me cativou e fez com que gostasse bastante desse futurismo.
    Adorei a trilogia, que é uma das minhas favoritas.
    Cumprimentos, Frederico.

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