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“10 Cloverfield Lane” de Dan Trachtenberg


3 atores e um imenso argumento. É tudo o que é preciso!

Vamos colocar de parte a ligação a Cloverfield. A mesma é indiscutível – logo à partida no título do filme – mas acaba por ser quase irrelevante à luz do seu conteúdo.

Dan Trachtenberg constrói um enredo profundamente angustiante, deixando-nos praticamente “à nora” enquanto os nossos 3 protagonistas esgrimem argumentos, aspirações e dúvidas em torno dos (reais) motivos que os levaram a uma inflamável co-habitação num espaço claustrofóbico, (in)seguro e nostálgico.

John Goodman é o epicentro de toda a narrativa. A forma dúbia mas sincera com que desenvolve a sua personagem mantém-nos em suspenso até ao último segundo. Dono do bunker onde o trio encontra abrigo, Howard é uma daquelas figuras que não deixará ninguém indiferente. Por todas as razões.
Mary Elizabeth Winstead (ainda) não apresenta um grande currículo (exceção feita, talvez, a Scott Pilgrim vs. the World) mas a sua continua ascensão em Hollywood parece ser uma das certezas dos últimos anos. Mais uma etapa é alcançada com um desempenho pleno de vigor, determinação e coragem. Nunca seria fácil… mas até pareceu.
Finalmente, John Gallagher Jr.. Mais conhecido pelas suas participações em diferentes séries de TV, mas nunca com grande protagonismo, o ator norte-americano pode ter aqui a sua grande oportunidade na 7ª arte. Emmett pode não ter a preponderância de Howard ou Michelle mas reside nele a grande chave de todo o mistério, certo?

Três personagens fechadas num bunker, é “tudo” o que 10 Cloverfiel Lane tem para oferecer! Depois da invasão em grande escala (ver Cloverfield, mas ver mesmo!!), desta vez a abordagem é bem mais particular, pessoal e psicológica. Há monstros, seguramente, de todas as formas.
Após um acidente de viação, Michelle (Winsted) acorda num bunker com apenas mais 2 indivíduos, Howard (Goodman), o enigmático dono do “estabelecimento” e Emmett (Gallagher Jr.), o não menos enigmático inquilino.
Lá fora, eventos apocalípticos tornaram a existência impossível. Cá dentro, a coexistência não é mais fácil.

Dan Trachtenberg faz lembrar os bons velhos tempos de M. Night Shyamalan. Escusam de procurar pelo twist, a narrativa tem o seu próprio rumo, mas a forma como condensa o suspense e o mistério e os vais apresentando em doses precisas e constantes, faz com que não tenhamos outro remédio que não seja devorar pipocas/tapar os olhos/roer as unhas/contorcer-nos por dentro (NOTA: escolher uma ou várias das opções!) durante a quase totalidade dos 103 minutos de filme.

Não sei dizer se, cinematograficamente falando, a colagem a Cloverfield era mesmo necessária, porém, fica a certeza que um novo mundo de oportunidades se apresenta agora. Estaremos perante a mais improvável e aguardada trilogia/franchise do novo milénio??

O tom, a criatividade e a coragem estão (todos) lá!

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Comments

  1. 10 Cloverfield Lane | 5*

    Eu por acaso roí as unhas e amei ter visto este filme em 4DX quando estreou.

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