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“Eddie a Águia (Eddie the Eagle)” de Dexter Fletcher

Muitas vezes (grande) parte da magia dos filmes “baseados em histórias verídicas” perde-se na comparação com a (crua e dura) realidade. Mas deixemos isso para os finalmentes.

Eddie the Eagle capta, na sua verdadeira essência, a peculiar, improvável e inacreditável história de Michael Edwards, muito provavelmente o último amador (pelo menos dos ditos países desenvolvidos) a participar numas Olimpíadas. Mérito, quase pleno para Taron Egerton!

O jovem ator britânico – há dois anos, um perfeito desconhecido para todos nós – desvanece-se por completo numa personagem no mínimo pitoresca, confirmando os muitos elogios (e contratos) que tem recebido desde a sua estreia, no mundo do cinema, em Kingsman: The Secret Service. E se nessa estreia teve o amparo de Colin Firth, desta vez é o não menos talentoso Hugh Jackman a fazer de cicerone.

O ator australiano, (re)conhecido mundialmente pelas garras e músculos de Wolverine (no próximo ano marcará a sua 7ª encarnação da personagem na 7ª arte) não é uma total surpresa no papel de Bronson Peary… porque os mais atentos não esquecem Real Steel, Scoop ou The Prestiege. Só para mencionar os seus desempenhos mais humanos e autênticos.

Eddie the Eagle conta a improvável história verídica de Michael “Eddie” Edwards (Egerton) um jovem fanático pelos Jogos Olímpicos que desde criança tem o sonho de participar no evento desportivo mais universal do nosso planeta. O problema é que, apesar da sua perseverança, coragem e determinação, Eddie não era propriamente um desportista fora de série.
Acompanhamos, com especial pormenor, o seu percurso em busca da qualificação para os Jogos Olímpicos de Inverno em Calgary, em 1988, e a relação de amizade com o seu treinador, Bronson Peary (Jackman).

Leve, bem humorado mas profundamente humano, o cinema britânico continua a dar cartas, especialmente quando se trata de “imitações” do mundo real. Sem assumir, propriamente, um género específico, a obra de Dexter Fletcher vai “piscando o olho” a diferente conceitos, fazendo rir, pensar, sonhar e acreditar que a realidade e a ficção andam, literalmente, de mãos dadas.

Não será um filme obrigatório mas não deixa de ser uma boa aposta para uma ótima matiné de fim-de-semana. Bons desempenhos, uma bela história e um jeito competentíssimo de fazer cinema.
Já as diferenças entre a realidade e a História contada, isso já fica ao critério de cada um. Investigar um pouco mais ou deixar-se encantar pela “versão” cinematográfica…

Mas só depois de se deixarem surpreender pelo filme, OK!?!

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