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“Money Monster” de Jodie Foster


Ponto de partida interessante. Bons desempenhos do trio de protagonista, Clooney, Roberts e O’Connell. Mas um filme aquém das expetativas.

O facto do trailer revelar um pouco do “trajeto” das personagens acaba por retirar muito do suspense ao filme, ainda assim, fica a nítida sensação que faltou engenho para desmontar a trama com ritmo, inteligência e originalidade.

Com uma temática atual, ainda que a momentos complexa, e com a rebeldia e irreverência da juventude, Money Monster tinha tudo para ser um dos filmes desta Primavera. Os crimes de colarinho branco são o ponto de partida mas há algo bem mais profundo na mais recente obra de Jodie Foster. A televisão, a ganância, o desleixo, a presunção, a dificuldade de socialização e o inegável narcisismo da sociedade atual são alguns dos condimentos deste ensaio sobre uma sociedade demasiado viciada em si mesma.

Lee Gates (Clooney) é o polémico e extravagante apresentador de um programa de TV que “aconselha” os seus espetadores sobre onde investirem o seu dinheiro no mundo louco da bolsa nova-iorquina. Sempre na corda bamba, Lee conta apenas com a dedicação e paciência de Patty Fen (Roberts) para o conduzir durante os seus devaneios, especialmente no dia em que Kyle (O’Connell) lhe aponta uma arma e lhe veste um colete de explosivos durante uma emissão em direto.

Tal como já tínhamos visto em Ocean’s Eleven – já lá vão 15(!) anos – Julia e George combinam na perfeição, demonstrando uma química e cumplicidade preciosas ou não estivéssemos perante duas das maiores estrelas de Hollywood. Por seu lado, o jovem JackUnbroken, ’71 – continua a marcar pontos, mesmo que a sua personagem neste filme se perca perante o talento e carisma dos seus parceiros de tela.

Há, também, algumas lacunas de Jodie Foster – não ao nível de The Beaver – que tarda em confirmar na realização o seu inquestionável talento como atriz. Depois de um começa arrasador a intriga e a ação perdem-se uma na outra, sem a mestria para simplificar ou assumir um propósito concreto.

Se é verdade que na vida real nada é preto ou branco, no cinema a ausência de assertividade tem de ser compensada por algo de realmente profundo e coerente, e não com um mero “entretenimento”.

Apesar das suas virtudes, há um imenso vazio (cinematográfico) ao sair da sala.
Faltou fazer mais do que… o suficiente.

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