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“O Dia da Independência: Nova Ameaça (Independence Day: Resurgence)” de Roland Emmerich

O esquema “jogo de computador”, tem cada vez mais dificuldade em convencer o espetador de cinema. Mesmo cenário, mesmo enredo mas um nível um bocadinho mais difícil… não chega!

Falta carisma e sobretudo emoção, a um filme que repete a narrativa utilizada há 20 anos, apenas com a nuance dos aliens serem um bocadinho mais espertos do que da primeira vez – mas não muito. Portanto, eles chegam, destroem quase tudo no nosso planeta e o que resta do exercito intraplanetário (porque se fosse totalmente norte-americano não vendia bilhetes na China) é mais do que suficiente para aniquilar o maior dos vilões.

Como a White House foi destruída no primeiro filme, foi necessário encontrar outro marco arquitetónico para mandar pelos ares… e nos dias que correm, o Big Ben está sempre disponível (London has Fallen, G.I. Joe: Retaliation).
No grupo de protagonistas, cientistas, políticos e naturalmente pilotos de aviões. Um que diz ser filho do Capitão Steven Hiller (Will Smith), outra filha do Presidente Whitmore (Bill Pullman) e um tal de Jake Morrison (Liam Hemsworth) que, aparentemente, não precisa de parentesco para chegar a piloto de caças (ou manobradores lunares).

Liam e Jeff Goldmun – que regressa, não fosse ele o perito máximo em extraterrerismo – acabam por ser o lado mais positivo de um enredo enfadonho, complicado e repetitivo. O tom mais bem humorado e irreverente dos dois (cuja relação continua um mistério, mesmo depois de concluído o filme) dão ao filme uma áurea de emoção e proximidade que tanto Jessie T. Usher, o filho de Hiller, como Maika Monroe, a filha de Whitmore, nunca conseguem alcançar.

Felizmente há uma “coisa” chamada 4DX 3D!!
Não se trata, alguns podem pensar, de um robot super simpático ou muito querido, é sim, a nova tecnologia para (vi)ver cinema! Ainda que apresentando algumas lacunas (essencialmente a nível olfático e a ausência do esperado efeito “molhado” na derradeira cena do filme), é uma experiência (de cinema) inigualável. Com o filme certo – que era o caso e acredito seja a maioria das estreias naquela sala – repleto de cenas vertiginosas e cheio de adrenalina, o passeio por entre as muitas cenas de ação é, de facto, gratificante. O conceito parque de diversões aliado à 7ª arte tem tudo para (continuar a) ser sucesso!

A tecnologia justifica o (preço do) bilhete mas não faz esquecer as limitações de um filme que tinha tanto para dar. Curiosamente a “cena” mais emotiva é aquela que recupera o discurso do Presidente Whitmore na antecipação do 4 de julho, de 1996. E não será necessário dizer mais.

20 anos depois da primeira invasão, os extra-terrestres estão de volta para conquistar o nosso planeta. Uma nova geração foi preparada para esta inevitabilidade mas não para a dimensão do novo adversário. A nossa única esperança reside nuns quantos jovens pilotos e em algumas caras familiares.

Havia planos para fechar a trilogia com um assalto final.
Pela repercussão que vamos constatando na internet, começa a parecer uma miragem essa intenção.

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