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“Jason Bourne” de Paul Greengrass


Continua a ser melhor do que a larguíssima maioria dos filmes do género que estreia nas nossas salas de cinema, ainda assim, as expetativas em torno do regresso de Matt Damon e Paul Greengrass ao universo Bourne “obrigam-nos” a uma exigência diferente que, por muito que nos custe, não chega propriamente a ser preenchida.

Pese embora o evoluir da história – Bourne já não persegue a sua memória mas, sim, o seu passado – o enredo aproxima-se em demasiado ao dos 2º e 3º filmes da série. O sair das sombras do 2º e o ataque ao sistema do 3º, nomeadamente.
Diferentes motivações, diferentes cenários e diferentes personagens, é verdade, mas Jason Bourne, o filme, teria logo à partida uma imensa legião de fãs com conhecimento de causa e que lhe exigiria outra acutilância, novos rumos e novas aventuras.

Coincidência, ou talvez não, a primeira meia-hora do filme promete e muito. O construir da personagem para lá do mundinho da CIA revela um protagonista omnipresente, poderoso e, naturalmente, amargurado. A personagem que conhecemos veste-se de uma naturalidade e humildade cativantes, criando logo de imediato uma empatia com o público que, à falta de melhor palavra, o venera.

O senão é que a partir do momento em que é atraído pelo sistema, Matt Damon surge praticamente em piloto automático, no bom (porque recupera instantaneamente a personagem) e no mau (porque pouco lhe acrescenta) sentido. Quem ganha é Alicia Vikander que continua a participar em todos os filmes que quer e pode, sempre com a competência e elegância que nos vem habituando. É o 5º filme da jovem atriz sueca no Doces ou Salgadas?, em apenas 15 meses. E um Oscar®, por The Danish Girl. Mesmo que Matt não regresse a Bourne (o que será pouco provável dado o apelo do público e os resultados de bilheteira), estou seguro que Vikander não deixará passar a oportunidade de voltar a Heather Lee.

Jason Bourne (Damon) é convencido a sair do anonimato quando Nicky Parsons (Julia Stiles) – a operacional da CIA que se revelou sua aliada a dada altura de Ultimatum – promete revelar-lhe informação imprescindível sobre o seu passado. Determinado a perceber a sua origem, Jason irá deparar-se, então, com 2 novos “interlocutores” na CIA: o veterano Robert Dewey (Tommy Lee Jones), novo Diretor do organismo, e Heather Lee (Vikander), a ambiciosa responsável pelo Departamento de Operações Cibernéticas.
Dividido entre compreender (um pouco melhor) o seu passado e decifrar o futuro, Bourne está de regresso!

Para além de Matt (e Julia) quem, também, está de regresso à personagem criada por Robert Ludlum é Paul Greengrass. Depois de assinar o 2º e 3º filmes da série, o realizador inglês volta a injetar um ritmo incessante ao Universo Bourne, garantindo a total atenção dos espetadores ao longo das 2h de filme. O enredo pode ter as suas lacunas mas a realização de Grengrass continua certeira e de grande qualidade.

Não fosse o seu passado e Jason Bourne estaria entre os melhores filmes de ação do ano. Ação, cérebro e cinema conjugados de forma exemplar.

O problema é que fica a clara ideia que (nós, pelo menos) já vimos aquilo em algum lado.
O protagonista, era um tal de David Webb, se é que me faço entender…

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