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“Os Traficantes (War Dogs)” de Todd Phillips


Não restam dúvidas que estes americanos são uma verdadeira caixinha de surpresas… e por detrás do negócio mais comum que possa haver, há sempre um (sub)mundo de possibilidades infinitas e inverossímeis.

Mas afinal quem precisa de histórias originais quando tem malta como esta na vida real??

War Dogs, filme que confirma o talento e visão de um realizador, Todd Phillips, que se julgava restrita ao género puramente comediante, é uma daquelas obras (leia-se enredo) que só é “aceite” por ser verídica, tal a magnitude (inacreditável) dos acontecimentos.
A meio caminho entre a comédia negra e o filme de gangsters, a história marca definitivamente o desenrolar dos acontecimentos. Porém, seria injusto não incluir o devido reconhecimento pelo trabalho de Milles Teller e, sobretudo, Jonah Hill, dois jovens que prometem e CUMPREM há uma meia dúzia de anos.

Milles, ligeiramente mais novo, começou a dar nas vistas há menos tempos mas o seu desempenho em Whiplash confirmou o que muitos já tinham desconfiado, carisma, talento, paixão.
Jonah, maioritariamente ligado ao cinema ligeiro, já conta com 2 nomeações aos Oscars® (Melhor Ator Secundário por The Wolf of Wall Street e Moneyball). Será difícil encontrar um ator tão novo com tamanho currículo nos dias de hoje.
E, dúvidas houvesse, o resultado é o esperado.

Jonah é incrível ao longo de todo o filme. Com uma personagem bizarra mas suculenta, o ator californiano é o epicentro de toda a ação, comédia e maluqueira. Milles segue-lhe as pisadas, de forma mais modesta e contida, mas igualmente talentosa.
E se a isto juntarmos um realizador seguríssimo, com uma visão muito própria dos acontecimentos – com destaque pelo título dos capítulos “à la Tarantino” – e temos uma bela surpresa!

David Packouz (Teller) e Efraim Diveroli (Hill) são dois amigos de infância que o acaso juntou à frente de uma empresa de comércio LEGAL de armas. Com pouco mais de 20 anos de idade, os dois amigos ganharam fortunas a comercializar armas mas o que chamou a atenção (dos media) foi o contrato de 300 Milhões de dólares celebrado com o Pentágono. Não necessariamente o contrato, mas as liberdades comerciais que os dois se deram ao virtuosismo de pôr em prática na sua execução. E que eram, de certa forma, ilegais.

Num mundo em que a comédia (mais, ou menos, ácida) fosse reconhecida como um género maior, estaríamos perante um dos grandes filmes do ano, com direito a nomeações aos prémios de Melhores do Ano, para lá dos Golden Globes.

Grande filme, grandes desempenhos e grande realização, numa história “grande” demais para não ser (pelo menos em grande parte) verídica. E tinha tudo para ser apenas mais um filmezinho.

Em suma, “If I wanted you dead, you’d be dead already!“.

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