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“Os Sete Magníficos (The Magnificent Seven)” de Antoine Fuqua


Contam-se pelos dedos de uma mão (vá, de duas) os westerns com o mínimo de qualidade neste novo milénio. E neste lote ainda temos de incluir obras como No Country For Old Men que é um western… “emprestado”.

Esse género mítico do cinema norte-americano, parece cada vez mais ultrapassado e condenado ao esquecimento (em linha com os Musicais, por exemplo) mas, de quando em vez, lá surge um novo exemplar a demonstrar que uma boa cowboyada, nunca é demais!

Antoine Fuqua, um dos realizadores de filmes de ação mais cotados do momento, é o principal responsável por este ressurgimento. Tendo por base o mítico filme dos anos 60 com o mesmo título, a obra do realizador afro-americano empresta do seu homónimo meramente o principio base dos 7 “vingadores” pouco recomendados. De resto, tudo de novo e de nostálgico.

Com ritmo, competência, boa disposição e assertividade, este The Magnificent Seven pega num género histórico do cinema, dando-lhe uma nova roupagem mas mantendo intacto o seu espírito e linguagem. Belas paisagens, cenários primoroso, cavalos, pistoleiros e um premente sentimento de justiça (apanágio do género) conduzem-nos por entre pradarias, saloons, minas de ouro, até o inevitável duelo ao pôr nascer do sol.

Se o nome do realizador já seria motivo de sobra para uma especial atenção, o elenco não lhe fica atrás! Denzel Washington (recorrente colaborador do realizador) é o cabeça de cartaz, enormemente secundado por Chris Pratt (provavelmente o “ator do momento” depois do sucesso planetário de Guardians of the Galaxy e Jurassic World) e Ethan Hawke. Nota ainda para os restantes Magníficos: Vincent D’Onofrio, Byung-hun Lee, Manuel Garcia-Rulfo e Martin Sensmeier, para a donzela (ou nem tanto) em apuros, Haley Bennett, e o inevitável vilão, Peter Sarsgaard.

Finalmente, um argumento substantivo, com uma simples mas eficaz construção de personagens e um enredo coerente, surpreendente e à medida do género. Não terá sido fácil o trabalho de Richard Wenk e Nic Pizzolatto em recuperar uma história milenar da 7ª arte mas é inquestionável a qualidade do trabalho realizado e de alguns momentos memoráveis como as penosas palavras proferidas por Emma Cullen perante Sam Chisolm

I seek righteousness. But I’ll take revenge.

Em resumo, um realizador competentíssimo, um elenco 5 (ou 7?) estrelas, um trabalho de fotografia invejável e uma história com princípio, meio e fim que enche a tela (especialmente a IMAX) e as nossas medidas.

Oprimidos pelo violento e arrogante Bartholomew Bogue (Sarsgaard), os habitantes de Rose Creek, liderados pela impetuosa Emma Cullen (Bennett), contratam um pouco recomendável grupo de mercenários para os defender. Pistoleiros, bandidos, jogadores, caçadores de recompensas, índios, mexicanos. A (nova) panóplia de origens dos 7 Magníficos é um reflexo dos nossos dias e da obstinada preocupação da indústria cinematográfica norte-americana de diversificação.

Para lá da forma e do feitio, estamos perante o melhor Western – daqueles “à moda antiga” – dos últimos largos anos.

Foi um prazer!

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